24.8.06

Pretty in Pink





Take one
- Então como é que é? - Perguntou o Caruja, enquanto se encostava á parede.
- Pá! Não tenho carro... – Pedro, com o seu ar de pintas, tinha carta, mas não tinha carro. Ás vezes conseguia pedir emprestado o carro do pai ou da namorada oficial, mas nem sempre.
- Ei!!! Vocês não me digam isso... – João encostou-se na parede ao lado de Caruja e olhou para um vizinho que passeava o cão à noite, por entre os carros estacionados ao longo do passeio. Era claramente uma noite de azar. De calor e azar. Estava difícil combinar aquela ida à Costa...
- Pá... Vamos de autocarro. – Disse o Caruja olhando para João.
- Feito!


Take Two
- Aí é assim? Aí vocês são assim? Deixam-me sozinho? Então olhem, aqui há-de sentar-se uma loura que é para vocês verem! – Disse João batendo no banco do autocarro a seu lado.
Pedro e Caruja tinham-se sentado juntos, deixando João sozinho.
Ainda trocaram umas frases, até ao momento em que uma rapariga loura, de calções curtos e t-shirt justa se sentou ao lado de João...
O Destino brincava com eles.
Depois de um momento de olhares cúmplices, não aguentaram mais e desataram todos a rir.
João era um tipo tímido, que nunca metia conversa com ninguém que não conhecesse. Não por achar que nada tinha de interessante para dizer, mas por uma questão de baixa auto-estima e insegurança, porque depois de estar enturmado era o melhor dos conversadores.
E aí novamente o Destino agiu. Nesse dia ele fez o impensável:
- Olha, desculpa, mas tenho de te contar porque é que nos estamos a rir – disse ele para a rapariga.

Take Three
Ela chamava-se Helena, vivia em Newark, USA, estava cá de férias em casa dos tios (ou seria dos avôs?) para conhecer Portugal e dali a 2 dias ia-se embora para casa.
Falaram o dia inteiro enquanto ganhavam um escaldão, apesar do protector passado por um no outro e dos mergulhos partilhados. O Pedro aparecia de vez em quando, via como estavam as coisas, comia uma sanduíche e empurrava o Caruja para mais uma corrida até ao Meco ou á Fonte da Telha.
No fim do dia, já de regresso a Lisboa, trocaram números de telefone e combinaram encontrar-se no dia seguinte, nas Amoreiras recém inauguradas e o ex-libris da Lisboa “moderna” da era Abecassis.
Despediram-se todos e depois, quando já estava suficientemente longe dela e o silêncio se tornava insuportável, João perguntou a sorrir:
- O que é? O que é que foi?
- Este cabrão engatou-me uma gaja! - Disse Caruja, dando-lhe um carolo.
- Uma americana! Este gajo engata-me uma americana! – Mais um carolo…
- E viste o pernão dela? Espectáculo...
- Qual pernão, pá... Eu ‘tava era a ver as mamas! Bem, pá, depois queremos saber tudo! – Outro carolo.
- Foda-se pá! Parem lá com os carolos! A gaja é gira, sim e depois?
- Gira??? Gira??? A gaja é BOA! Foda-se! A primeira gaja que este tipo engata é um avião.
- Não é primeira... – mentiu João.
- Claro... – Disseram eles com um sorriso enquanto desciam a Almirante Reis aproveitando os últimos momentos de sol

Take Four
Combinar encontros nos anos 80 tinha uma serie de rituais bem definidos.
O facto de não haver telemóveis significava que era necessário apanhar a outra pessoa em casa; o que podia implicar alguns telefonemas a diferentes horas; marcar com ela uma hora e local específico e depois esperar, sem haver qualquer possibilidade de contacto a partir do momento em que um deles saia de casa. Basicamente esperava-se com esperança e desesperava-se!
Com umas calças brancas e uma camisa á Parker Lewis, comprada em Badajoz quando fez 20 anos e era contrabandista, João desesperava na entrada das Amoreiras.
Finalmente Helena chegou, com um top rosa shoking, um blusão de ganga cheio de aplicações, uns corsários brancos justos em cima a acentua-lhe o rabo e um par de ténis verde florescente. Vinha maquilhada e de unhas arranjadas, o que lhe dava um ar mais provocante e um pouco excessivo. Americanas, pois… É como nos filmes!
Andaram por ali um bocado, lancharam, viram os cartazes dos filmes que estavam em exibição. “Pretty in Pink” tinha sido o último filme que ela tinha visto.
Ele aproveitou também para comprar o último número da “L’Echo des Savanes”, uma revista de BD francesa muito à frente, onde Manara publicava as suas histórias antes de saírem em álbum.
- Is it pornographic?
-No, its erotic - e passou-lhe a revista para as mãos. – Eu adoro Paris – disse ela enquanto folheava a revista com ar interessado
- Eu vou a Paris em Setembro...
- Nice! Then we can meet there!
Nessa altura era só conversa de circunstância.

Take Five
Nesse dia deambularam de taxi por Lisboa, jantaram aqui ou ali, sentaram-se em frente á Sé que tem 1000 anos
-Gosh…
Seguiram de mãos dadas até á Cerca Moura, onde, depois de um momento em silêncio lado a lado a observar as luzes no Tejo, ele disse.
- I want to kiss you...
Ela sorriu e aproximou-se. Quando se afastaram, lambendo os lábios ela disse:
- You’re a good kisser…
Ele sorriu e voltou a beija-la., desta vez com dentadinhas nos lábios e línguas a tocarem-se. Tinha acabado de dar o seu primeiro beijo e não se tinha saído nada mal.

Take Six
Terminaram o almoço no restaurante do aeroporto. A bagagem dela já tinha sido despachada e dali a uma hora estaria a voar de volta a Newark. Tinham passado os dois últimos dias juntos, só indo ás respectivas casas para mudar de roupa. Estavam apaixonados como só estão aqueles que sabem que o seu tempo tem um fim.
Tinham prometido encontrarem-se em Paris, em Setembro. Trocaram moradas e número de telefone de onde iam ficar. O primeiro a chegar, deixaria uma mensagem para o outro a marcar um encontro. Ainda por cima em Setembro ela fazia anos e por isso havia a possibilidade de as coisas coincidirem.
-You’ll love Paris... It’s you kind of city. It’s your face!
- Espero que sim…Nunca lá fui, mas acho que vou gostar. Buy I’ll find it empty if you dont go...
- So sweet…
Quando o avião descolou, ele entrou num taxi e foi ao cinema ver o filme. Segurava com força, no seu bolso, o brinco que lhe tinha pedido quando se despediram.

Take Seven
Paris was empty.
Não havia sinal dela. Nenhuma mensagem, no hotel não estava, nada! Empty...
E ela tinha razão. Ele adorou Paris!
Foi um tremendo choque cultural e foi a viagem que mais o marcaria toda a vida.
No dia de anos dela, comprou um frasco de Anais, o perfume favorito dela, uma rosa vermelha, meteu tudo numa embalagem postal juntamente com uma carta e enviou-a para os Estados Unidos.

Take Eigth
A caixa chegou a Newark passados dez dias. O carteiro não esteve para bater duas vezes e deixou a caixa no apartamento do lado, que era da mãe da Helena. Coisa de bairro onde todos se conhecem...
Intrigada a mãe abriu a caixa, viu o perfume, a rosa já seca e leu a carta.
Quando Helena chegou a casa viu a caixa aberta. Antes que tivesse tempo de se recompor, a mãe perguntou-lhe:
- E agora? O que é que achas que o teu marido vai fazer quando vir isto?


Genérico Final
Pretty In Pink - Psicadelic Furs

Caroline laughs and it's raining all day
She loves to be one of the girls
She lives in the place in the side of our lives
Where nothing is ever put straight
She turns herself round and she smiles and she says
'This is it, that's the end of the joke'
And loses herself in her dreaming and sleep
And her lovers walk through in their coats

She's pretty in pink
Isn't she
Pretty in pink
Isn't she

All of her lovers all talk of her notes
And the flowers that they never sent
And wasn't she easy
And isn't she pretty in pink
The one who insists he was first in the line
Is the last to remember her name
He's walking around
In this dress that she wore
She is gone
But the joke's the same

Pretty in pink
Isn't she
Pretty in pink
Isn't she

Caroline talks to you softly sometimes
She says 'I love you' and 'Too much'
She doesn't have anything you want to steal
Well, nothing you can touch
She waves
She buttons your shirt
The traffic is waiting outside
She hands you this coat
She gives you her clothes
These cars collide

Pretty in pink
Isn't she
Pretty in pink
Isn't she

18.8.06

Maiami Vai-se

O Maiami Vai-se era o filme onde eu gostaria de ter vivido quando tinha19 anos e era um puto estúpido (agora sou só estupido...)

Quantas vezes eu fiquei com aquele ar sério de quem está a controlar tudo na discoteca, como se estivesse á espera de uma troca de droga ou um atentado que me levariam a irromper pela multidão que dançava, para salvar a donzela em perigo, passando por cima de 3 ou 4 seguranças.

Quantas vezes sonhei que em vez de voltar para casa sozinho e a pé, (Mas alguma rapariga tem pachorra para um gajo que fica a noite toda com ar de guarda-costas?) voava num pujante carro com 1 loura e 1 ruiva (sempre tive a mania das grandesas!) no banco.

Quantas vezes gostaria de ter salvo a menina, para depois a deixar ir á vida dela, num The End melacolico ao por do sol.

Uma coisa que permanece desde essa altura é que gostaria de viver naquelas casas espectaculares á beira mar e não me importava de ter a conta bancária que eles aparentam ter, o que me faz pensar que se calhar ainda sou um puto estúpido.

(Ora cá está a prova! Estamos mesmo na Silly Season! Depois das reportagens folcloricas na TV acerca do aumento do volume de négocio das sex-shops, até o Citizen Zuko publica uma coisa destas)

13.8.06

The Break-up


As separações fazem parte das relações do mesmo modo que a morte faz parte da vida.

Não da vida de um individuo concreto, como eu ou vocês, mas da Vida, enquanto estado da matéria. A morte é o mecanismo pelo qual a Vida se renova, se recicla.

Do mesmo modo, a separação de duas pessoas que estiveram juntas, é a oportunidade de ambas se renovarem, se reciclarem.

Não quero com isto dizer que todas as relações tenham forçosamente de terminar numa separação (Por acaso até tem, quanto mais não seja quando “a morte os separe”) Quero dizer que a possibilidade da separação deve ser encarada por um casal da mesma forma como deve encarar a morte: Que eventualmente um dia ela chegará, mas não vamos viver em função disso.

Não é por isso vamos deixar de ir á praia hoje.

Uma das coisas que mais stress causa numa relação é o medo. Medo do que é que o outro irá pensar, medo de ficar sozinho, medo de assumir, medo de falar, medo… O medo existe por causa do futuro. É porque tememos o que o outro pode vir a pensar (futuro) do que dissermos, que nos calamos.

Mas o futuro (ainda) não existe. A única coisa que existe é hoje, neste momento, agora. O futuro é uma construção mental. É um artificio para tentarmos controlar a nossa vida e a dos outros, mas isso é uma coisa que nós sabemos que é quase impossível de conseguir, dada a imensa teia de interacções que permanentemente nos estão a afectar. Tentar agarrar-nos rigidamente a um futuro imaginado por nós, só vai causar frustrações e amarguras.

Isto não quer dizer que não se deva fazer planos, simplesmente eles devem ser muito flexiveis e não devemos entrar em stress se não se cumprirem esses planos, porque isso é o mais provável de acontecer.

Chales Chaplin disse um dia uma frase fabulosa que é: “A vida é bela se não tivermos medo”


Fiquem (Hoje!) bem.


Bob Sinclar - World Hold On(Children Of The Sky)
Open up your heart, what do you feel
Open up your heart, what do you feel… is real

The big bang may be a million years away
But I can’t think of a better time to say

World, hold on
Instead of messing with our future, open up inside
World, hold on
Wonder you will have to answer to the children of the sky

World, hold on
Instead of messing with our future
Tell me no more lies
World, hold on
Wonder you will have to answer to the children of the sky

Children of the sky…
Children of the sky…

Look inside, you’ll find a deeper love
The kind that only comes from high above

If you ever meet your inner child, don’t cry
Tell them everything is gonna be alright

World, hold on
Instead of messing with our future, open up inside
World, hold on
Wonder you will have to answer to the children of the sky
World, hold on
Come one, everybody in the universe, come on
World, hold on
Wonder you will have to answer to the children of the sky
Children of the sky… alright

Open up your heart
Tell me, how do you feel
Listen now, tell them everything, right here right now

Alright, everybody, here in the world
You are all the children, alright
Together now, unite, and fight… oooh

Open up you heart, no, peace, love for everyone
Oh, no no no no no, alright, to the four corners of the world

Sing it loud, sing it loud, sing it loud loud loud world hold on on sing it loud, sing it proud everybody, yeah yeah yeah yeah, oooh

Don’t take no for an answer, no no, not today
Right here,spread love, everybody join together now

One [race], one heart, love and unity, everybody sing yeah!
World, hold on
Come one, everybody in the universe, come on
World, hold on
Wonder you will have to answer to the children of the sky
World, hold on
Come one, everybody in the universe, come on
World, hold on
Wonder you will have to answer to the children of the sky

11.8.06

9 to 5



















Uma das coisas porque gosto do meu actual trabalho é que não tem futuro nem passado. Nada fica por fazer para amanhã, e nada transita de um dia para o outro. Os problemas que hoje surgirem têm de ser resolvidos hoje dê por onde der.

Temos procedimentos normais, procedimento de emergência, para quando os primeiros falham, e procedimentos excepcionais que implicam sempre levantar da cadeira e ir falar com alguém que nos pode resolver o problema.

Por causa disto a papelada é mínima, praticamente inexistente, o que é óptimo!

Eu odeio papelada. Odeio ter uma pilha de processos em cima da secretária que todos os dias aumenta ( a pilha, claro!) a menos que processe um numero mínimo de papeis por dia. Odeio... É uma coisa que me tira o gosto da vida. Se me quiserem castigar ponham-me a processar papel!

Gosto também de nunca ter exactamente a certeza do que vou fazer ou o que vai acontecer hoje. Gosto de pensar que tudo pode acontecer, que a qualquer momento a casa vai abaixo e que vamos ter de dar o nosso melhor para a por de pé.

É que a monotonia ( e o melhor exemplo disso é o papel) cansa-me...

7.8.06

A Golpada


Carregar aqui para ouvir a musica http://home.wwdb.org/bigounets/jukebox.html


Take One
Antigamente havia uma coisa chamada “fronteira” (que até tinha Marquês e tudo!) entre os países. Servia, entre outras coisas, para cobrar impostos do que passavam de um lado para o outro e também para dar razão de ser a uma actividade que já não existe: o contrabando.

É dos meus tempos de contrabandista que vou aqui falar.

No verão de 83-84 a grande moda era os “Surfistas” e as meninas “Pano do Pó”. Tanto uns como as outras vestiam-se com cores fortes, no melhor estilo da Benetton. Verdes fortes, muitos laranjas, cabelos louros com wax, bermudas e tops.

Acessórios imprescindíveis eram uns ténis espanhóis de sola branca e cores variadas. É que até então só havia ténis ranhosos todos iguais ou as sapatilhas brancas de ginástica. Os Zaes foram os primeiros que eram todos diferentes e nada iguais. Havia a imitar ganga, pele de leopardo, aos quadradinhos, ás cores, enfim um verdadeiro caleidoscópio. Não eram ténis para correr, mas para usar no dia á dia e na noite a noite, mudando de par conforme a roupa ou o temperamento.

Ora em Portugal as sapatarias não vendiam Zaes...

Take Two
Então o plano era o seguinte:
1 – Apanhar ás seis da manhã em Sta Apolónia o comboio para Badajoz ,com uma mochila vazia.
2 – Em Badajoz comprar os ténis (4 ou 5 pares no máximo para casa um), almoçar e ver roupa gira (nas lojas ou nas espanholas)
3 – Apanhar o comboio das sete da tarde para Lisboa
4 – Quando a Guarda Fiscal nos for revistar, pôr a maior cara de pau e dizer que aqueles ténis eram para o pai, a mãe, os irmãos que não se tinha e para o avô (É um avô muito á frente!)
5 - Chegar a Lisboa e ir dormir. (Sim! A historia de que os ténis eram para a família resultava SEMPRE!)
6 – Ir para a Feira da Ladra vender os ténis que não tinham sido encomendados.
7 – Repetir tudo na semana seguinte.

Considerando que cada par custava pouco menos de um conto reis e os vendia a 4 ou 5 contos, tinha uma margem de lucro na ordem dos 300 a 400%, já contando com o comboio e o almoço. Nice....

Take Three
Foi um bom verão e durou até ao dia em que vi num outdoor do Saldanha um anúncio aos sapatos Zaes...

Nessa altura temi que o meu negócio não tivesse futuro, o que foi confirmado quando vi nas sapatarias os ténis a preços mais baixos do que eu fazia.

Pois...

(Os meus agradecimentos á Marisa pela pesquisa musical)

4.8.06

The Chronicles of Narnia















É chato fazer-se anos em Agosto, quando se é um miúdo, porque os coleguinhas da escola estão todos de férias. Depois, quando li umas coisas sobre astrologia, vi que ser Leão é o melhor que pode acontecer a uma pessoa e percebi que era esse o preço a pagar por se ter um signo tão fabuloso.

Claro que isso não me impedia de ficar chateado de não conseguir ter uma festa de anos decente, com coxas frias de frango assado e pastéis de bacalhau, como eram aquelas a que eu ia.

No tempo em que eu era burro (o que não foi há muito tempo e não sei se me passou de todo) que é como quem diz, na adolescência, ficava mesmo deprimido (quer dizer: mais deprimido!) porque ninguém adivinhava que eu fazia anos neste dia e por isso era a criatura mais desprezada e ignorada à face da Terra.

A partir de certa altura deixei de fazer anos, Já que nunca tinha uma festa decente, das tais com coxas frias de frango assado, também não ligava ao dia. Até que uma vez, um tipo entra pelo refeitório do campo de férias dentro com um bolo de anos aceso e 200 putos começam a cantar-me os parabéns. Fiquei logo viciado em festas de anos! A partir desse dia em que fiz 23 anos, passei a comemorar sempre o meu aniversário, algumas vezes com várias festas, em dias sucessivos (Eu disse que tinha ficado viciado!) Por exemplo no ano passado fiz uma festa com a família alargadíssima, outra com um grupo de amigos e ainda outra que estava para ser na praia, mas foi mudada para casa, o que não impediu o pessoal de vir de calção e biquini e de se sentar nas toalhas.

Mas este ano é diferente. Não tanto por estar triste com os acontecimentos recentes, mas mais por estar sereno.

Já não tenho necessidade de fazer uma festa para mostrar a mim próprio que sou querido.

Sinto-me como Arslan no topo da colina…

( E agora vão ao Parker Lewis para a prendinha)

31.7.06

Friends



Tudo o que é aqui publicado é da minha única e exclusiva responsabilidade e autoria.

Tomei uma decisão. É óbvio que é um caminho doloroso e quanto a isso não há nada a fazer. Sei e ponderei muito tempo nas implicações da minha decisão. Mas é um caminho que tenho de percorrer. Só no final poderei fazer o balanço.

Mas há coisas que são imutáveis- a família e os amigos são algumas delas.

Uma das coisas boas de uma crise é que mostra o melhor das melhores pessoas e revela o pior das piores pessoas. É como o teste do algodão: Não engana.

Obviamente que ninguém se alegrou com esta situação, mas há uma grande diferença entre "dar nas orelhas" para me fazer pensar; e condenar sem sequer nos ouvirem.

Afinal a Inquisição ainda existe.

Mas os AMIGOS também...

29.7.06

Estou em obras...

O blog segue dentro de momentos...

13.7.06

Coyote Bar


Costa da Caparica. Jantar de gajos. Ontem à noite.
Paulo pousou o telemóvel na mesa, consciente do silêncio divertido que as palavras “bar”, “striper” e “inauguração” tinham provocado. Mesmo assim, ainda tentou retomar a conversa anterior. Sem sucesso…
- Não, calma… Podes contar-nos o que se passa, estás a vontade, Paulo… – interrompeu Zuco com um grande sorriso na cara. Obviamente que não ia deixar escapar uma coisa destas e já se conheciam todos há demasiados anos para ficarem ofendidos com a indiscrição.
- Vou abrir um bar…
- Perdão??? Vais abrir um bar???? Onde? Aqui? – Disse Zuco apontando lá para fora, para o calçadão da Costa. Imagens de um bar de praia cheio de bikinis assaltaram-no.
- Não no Pragal…
- Onde é que é o Pragal? E é um bar de strip?
- Não, não é um bar de strip que para isso é necessário estar metido nuns esquemas esquisitos. É uma coisa familiar, com esplanada, um parque de estacionamento ao lado…
- Vai servir batidos de leite? – Perguntou o Fernando do outro lado da mesa. – Disseste que era familiar… – Acrescentou para justificar a gargalhada geral.
- Espera ai! Espera ai! Tenho uma ideia genial! Tenho uma visão que vai tornar o teu bar o sitio mais in da noite. Vais secar a 24 de Julho!
- Mas aquilo é uma coisa com 100m2! Eu quero lá secar a 24 de Julho….
- Ouve! - Fez uma pausa… Barmaids a dançar no balcão e a atirarem jarros de agua umas ás outras! Liiiiiindo! Que tal?
- Bem tu já pareces um dos meus sócios. O gajo só quer é Misses T-Shirt Molhadas e mini saias…
- Vês? Lá está! Ele tem uma visão de futuro. Ele sabe o que é que atrai a clientela….
- Epá deixem-me abrir o bar, deixem aquilo começar a dar dinheiro e depois logo se vê o que é que se faz. Aquilo ainda nem está aberto…
Nessa altura as imagens de uma série televisiva e um blog de Deusas cruzaram-se na mente desvairada de Zuco.
- Olha – Disse com ar sério – Sabes o que é que está a dar? Bares temáticos!
- O que é isso?
- Um bar com um determinado tema… Por exemplo: Podias fazer um bar lésbico!
A mesa veio abaixo com a risota!
- Era ideal – Continuou Zuco – Ninguém se metia contigo, estavas rodeado de gajas e ela deixava-te lá ficar a noite toda

Ponte 25 de Abril. Hoje de madrugada
Pois é… Ele tem mesmo uma nova vida… Novo amor, novo trabalho, eventualmente nova casa… Só os amigos são os mesmos.
Levantei o volume do rádio para ouvir melhor o Purple Rain

I never meant 2 cause u any sorrow
I never meant 2 cause u any pain
I only wanted 2 one time see u laughing
I only wanted 2 see u laughing in the purple rain

Purple rain purple rain
Purple rain purple rain
Purple rain purple rain

I only wanted 2 see u bathing in the purple rain

I never wanted 2 be your weekend lover
I only wanted 2 be some kind of friend
Baby I could never steal u from another
Its such a shame our friendship had 2 end

Purple rain purple rain
Purple rain purple rain
Purple rain purple rain

I only wanted 2 see u underneath the purple rain

Honey I know, I know, I know times are changing
Its time we all reach out 4 something new
That means u 2U say u want a leader
But u cant seem 2 make up your mind
I think u better close it
And let me guide u 2 the purple rain

Purple rain purple rain
Purple rain purple rain

If you know what Im singing about up here
Cmon raise your hand

Purple rain purple rain

I only want 2 see u, only want 2 see u

In the purple rain

10.7.06

Virgem aos 40


Há gajos muito estúpidos…

Eu agora trabalho com 9 beldades e como mudámos de edifício à uns meses, naturalmente que a nossa chegada atraiu muitas atenções.

Obviamente que não se pode levar a mal que alguém tente meter conversa com uma colega nova (em todos os sentidos) ou que a convide para um café.

Obviamente que uma pessoa nunca sabe se o outro tem alguém ou não e por isso, havendo disponibilidade de um dos lados, há que tentar sempre o contacto, porque nunca se sabe onde é que está o amor da nossa vida (na melhor das hipóteses) ou outra coisa qualquer que aqueça a alma. Ou não...

Obviamente que elas não levaram a mal algumas escadas que lhes foram lançadas com elegância. Obviamente que as que já tinham alguém rejeitaram as escadas, as outras... São discretas o suficiente...

Agora o que se leva a mal é receber mensagens anónimas no computador e de muito mau gosto. (como se o facto de ser anónimas já não fosse suficientemente mau...)

Sinceramente não percebo o que é que pensam os gajos que fazem isso... Ou melhor, percebo! Deve ser qualquer coisa do género:

“Vou chatear a gaja, que ela deu-me uma tampa!”

Ou...

“Eu tenho uma auto-estima tão baixa que só consigo ter estas brincadeiras estúpidas em vez de ser um homenzinho e arranjar maneira de falar com ela de uma forma interessante e divertida”

Ou ainda...

“ Estas gajas boas só podem ser umas grandes putas. Vou mandar-lhes uma mensagem e as cabras vêem-se logo.”

De qualquer modo é patético... Não fosse ofensivo!

Seja como for demonstra um total desconhecimento do funcionamento da mente feminina, o que não deixa de ser curioso. É que se eu gosto de mulheres, então TENHO de entender a sua maneira de pensar, de agir, de reagir e principalmente de sentir.

Senão, nem aos 40...

6.7.06

Master and Commander


Eu normalmente não ligo ao resultado de testes psicológicos que de vez em quando aparecem na net, mas fiz este e os resultados são impressionantes...

Sou eu mesmo!

You are an Inventor
Your imagination, self-reliance, openness to new things, and appreciation for utility combine to make you an INVENTOR.

You have the confidence to make your visions into reality, and you are willing to consider many alternatives to get that done.

The full spectrum of possibilities in the world intrigues you—you're not limited by pre-conceived notions of how things should be. Problem-solving is a specialty of yours, owing to your persistence, curiosity, and understanding of how things work.

Your vision allows you to identify what's missing from a given situation, and your creativity allows you to fill in the gaps. Your awareness of how things function gives you the ability to come up with new uses for common objects.

It is more interesting for you to pursue excitement than it is to get caught up in a routine. Although understanding details is not difficult for you, you specialize in seeing the bigger picture and don't get caught up in specifics.

You tend to more proactive than reactive—you don't just wait for things to come to you. You're not afraid to let your emotions guide you, and you're generally considerate of others' feelings as well.

You tend to do things on the spur of the moment, not sticking to a set schedule. You have a strong sense of style and value your personal presentation - friends may even seek your style advice from time to time.

If you want to be different:
Try applying your creativity to more artistic arenas, and letting your imagination take less practical forms.

How you relate to others: You are Encouraging

Your outgoing nature, understanding of others, and directness make you ENCOURAGING.

You want others to do well for themselves, and you generally believe in their abilities. You often know what's good for people because of your caring nature and your worldview. When you care about someone, you don't keep it to yourself: you are good at letting people know that you're thinking of them.

Because you trust people, you take violations of that trust very seriously. You thrive in social situations, and even though you know who you like and who you don't like, you can interact well with many different types of people. You have a healthy respect for people who have earned what they have, and you strive to be similar to successful others.

You are a loyal friend and a good listener.

If you want to be different:
Sometimes, in the course of being encouraging, you can be a bit judgmental—this can make it more difficult for others to follow your advice. While you are an expert at getting the most out of the world and taking advantage of many experiences, you might gain some insight by taking the time to be alone, reflect on things, or just observe the goings-on in the world

Para quem o quiser fazer, está aqui:
http://www.personaldna.com/tests.php

27.6.06

Cheira bem! Cheira a ...

Outro dia estávamos a comentar o facto de uns amigos nossos terem regressado de férias da Tunísia, quando nos lembrámos do cheiro daquele pais. Estivemos lá há 11 anos. Assim que a Zuka saiu do avião, parou no topo das escadas e disse, puxando memórias antigas de criança:

- Cheira a Angola...cheira a África.

Era o retornar àquele continente, após muitos anos.....

Era um cheiro quente, forte, a vegetação e animais, um cheiro de África. Eu, prestes a pisar pela primeira vez aquele continente, nunca tinha experimentado. Mas havia outro cheiro que só mais tarde conseguimos identificar: jasmim.

A Tunísia cheira a Jasmim e Angola. Portugal também deve ter o seu cheiro caracteristico. Nós como vivemos cá, já não o sentimos.

Foi só um passo até a conversa evoluir para identificar qual o cheiro de cada local onde já tinhamos estado.

- A França cheira a floresta

- Paris cheira a Chanel nº 5 (É a brincar!) O metro de Paris cheira a borracha e revolução industrial.

- Veneza cheira a mofo e abandono

- O Egipto cheira a pó de pedra

- Los Angeles cheira a poluição

- O México cheira a especiarias

- A Suiça cheira a bosque e neve fresca

- San Diego cheira a praia e a sol

- Outros locais não têm cheiro definido

E claro, a Holanda cheirou a vitória. A Inglaterra nunca fomos…

20.6.06

Etrusquices...



Os Etruscos viveram entre os séculos VII e II A.C. no que é ainda hoje uma das mais belas regiões da Europa: A Toscania, na Itália.

Deles, por intermédio dos Romanos que os conquistáram, chegou-nos algumas das coisas que são a base da nossa cultura. Entre elas a palavra “persona” que está na origem da nossa palavra e conceito de pessoa e personalidade, o que não é por acaso.

Estes Etruscos eram gajos giros…

Enquanto que no resto das civilizações do mediterrâneo as mulheres estavam abaixo do mobiliário, em termos sociais, os etruscos tinham uma relação de quase igualdade entre os sexos.

Sabemos que as aristocratas tinham propriedades, tomavam decisões sobre bens e pessoas, sabiam ler, andavam a cavalo e participavam na vida social e política, ao lado do seu marido, o qual (para grande escândalo de Gregos e Romanos) aparentemente seria escolhido e não imposto pela familia. Pasme-se!

A cereja em cima do bolo era que elas também participavam com os maridos nos simpósios (jantaradas em casa de amigos...), actividade central na vida social e política, ferozmente reservada aos homens (e às prostitutas...) entre os Gregos, o que arruinou a sua reputação junto destes e dos Romanos.

Daí estas tampas de sarcófagos (ver imagem acima) que aparecem em quase todos os túmulos etruscos que representam o casal reclinado durante um simpósio.

Em igualdade, cada um com a sua personalidade, continuando no além aquilo que mais gostavam de fazer em vida: Estarem juntos.

Não deixa de ser interessante que sempre que as mulheres sejam (ou possam ser) independentes económica e socialmente, o casal e os sentimentos a ele associados emergem.

Outro dia estávamos a ver um documentário acerca da química (no sentido literal) da atracção e a dada altura diziam várias coisas muito interessantes:

- Que a probabilidade de haver uma atracção (se quiserem chamem-lhe amor...) à primeira vista é mais elevada se ambos estiverem envolvidos em qualquer actividade física na altura em que se vêem pela primeira vez. (O que connosco bate certo!)

- Que o tempo de paixão (ou melhor as descargas químicas associadas a ela) dura de 18 a 24 meses (tempo suficiente para o nascimento de um filho)

- Que a maioria das relações sofre um arrefecimento por altura do 4º ano.

- Que casais que faziam coisas excitantes e fisicamente exigentes para ambos, tinham maiores probabilidades de continuar juntos por mais tempo, do que outros que se limitavam a fazer coisas só agradáveis (ir ao cinema, almoçar todos os sábados em casa da sogra, fazer o passeio dos triste aos domingos...) ou de outros casais que não faziam nada juntos.

Moral da Historia:
Peguem no/a vosso/a mais que tudo e façam alguma coisa excitante, atrevida e divertida com ele/ela! Não interessa o quê! Decidam e façam. Não liguem á vossa idade ou se parece bem ou mal.

Subam uma montanha, desçam um rio, façam uma luta de almofadas ou de comida, joguem às escondidas nos bares da moda, passeiem de mota pela costa Alentejana, vão dançar até de madrugada, façam um strip privado, raptem-se por uma noite para um motel, tenham aulas de dança de salão, saltem de pára-quedas, vão de férias à boleia de mochila às costas ou tentem encontrar uma camisa de tamanho M durante os saldos.

Qualquer coisa que ambos achem que constitua um desafio e que seja divertido. Mas façam-no!

E pode ser que continuem juntos para sempre, como aqueles dois...

9.6.06

Patrícia


Era loura e tinha uns olhos em amêndoa, que lhe dava um ar selvagem.

Ela andava noutra turma e já nem me lembro como é que reparei nela... Rebuscando nas memórias acho que é capaz de ter sido no refeitório. Também uma pessoa com 12 anos ainda não sabe reter aquilo que vai ser importante.

Eu estava no 2º ano da Preparatória e estava muito bem! Pela primeira vez gostava de ir à escola, que era um sitio arejado, amplo, moderno e não aquele edifício escuro e labiríntico , quase Hogwarthiano, que era a Voz do Operário. A Eugênio dos Santos era completamente diferente!

Foi aí que tive os meus primeiros amigos, daqueles que nos escolhem para os trabalhos de grupo, mesmo quando nós ficamos, de propósito, quietinhos no nosso canto. Daqueles que nos convidam para as festas de anos (mas não iam às minhas... Fazer anos em Agosto é lixado!) Daqueles que nós, na nossa ingenuidade de 12 anos, acreditamos de vamos ter para toda a vida.

Também foi aqui que comecei a conviver com raparigas. Até então tinha feito toda a primária em turmas só de rapazes (Obrigado, Estado Novo!...) Na Preparatória descobri que havia outras raparigas para além da vizinha do lado ou da ocasional irmã do pessoal lá da rua.

A minha primeira impressão é que elas tinham uma letra esquisita, assim redondinha e muito certinha e todas tinham a mesma letra que escreviam nos mesmo cadernos cor-de-rosa ou às florzinhas. Para além disso gritavam muito, eram aplicadas nas aulas e não jogavam à bola, apesar de andarem em bando como nós.

Mas eram giras...

Eram tremendamente giras com aqueles cabelos compridos e uns olhos completamente diferentes dos nossos. Como os da Patrícia...

A Patrícia... Passei o ano lectivo todo a adorá-la de longe. Nunca lhe falei, apesar de o ter podido fazer em duas ou três ocasiões. Descobri-lhe o nome através de um colega que tinha um amigo na turma dela, mas nem mesmo assim arranjei coragem para lhe falar. E se a tivesse diria o quê?
Por isso limitava-me a adorá-la de longe. A dada altura a coisa passou a ser tão óbvia que já a escola toda sabia e ela passou a olhar para mim. Ás vezes ria-se ou sorria, o que me fazia disparar o coração a mil à hora, como quando eu ia apanhar uma bola que tinha ido parar (nem sempre por acaso...) mais ao pé dela.

No último dia de aulas, ao sair do portão, um amigo disse-me:
- Agora nunca mais a vês...
- Pois não! – disse eu sem olhar para trás.

Passados dez, talvez doze anos estava eu a passear no calçadão da Costa da Caparica, no meio da multidão que ia ou vinha da praia e vejo-a. Apesar do tempo passado, reconheci-a imediatamente e novamente o meu coração disparou. Um minuto depois ela já tinha desaparecido. Paralisado, também não lhe disse nada.

Foi nesse dia que aprendi que, apesar do tempo não voltar para trás, a vida dá-nos sempre uma segunda oportunidade. Se a agarramos ou não, já é outra coisa.

6.6.06

ARMAGEDDON

Pessoal!
Hoje é o fim do mundo!

6/6/06!

O numero da Besta, o dia do Mafarrico, o Belzebu vai aparecer por ia e acabar com o mundo! PIMBA! O Armagedão em toda a sua gloria e não é o do filme!
Vamos todos para casa, que com estas coisas mais vale não brincar.
Eu sei do que falo, que já sobrevivi a dois fins do mundo. Um foi em 1998 que o mundo ia acabar por causa de uma profecia do Nostradamus. Não me lembro exactamente da profecia, mas devia ser mesmo má para dar cabo do mundo.
Depois foi o fatídico ano 2000, em que um Bug gigantesco surgiria no céu da meia noite e comia o mundo á dentada, como se fosse uma folha de alface Lembro-me bem de no dia seguinte ir ao trabalho fazer testes, a ver se o Bug tinha comido alguma coisa e apesar de as ruas estarem desertas, não vi sinais do bicho e tudo me pareceu intacto.
Mas agora é que é mesmo a sério!
Fujam! Fujam todos!!!
Vão todos para casa, agarrem-se aos vossos respectivos e façam amor (eu estava para pôr aqui “fodam” mas isto é um blog familiar) como se não houvesse amanhã.
É que pode não haver mesmo...

1.6.06

Donas de Casa Desesperadas


Tenho observado uma coisa gira nas minhas colegas de trabalho.
Eu conheci a maioria delas há coisa de 7 ou 8 anos, quando estávamos todos num mesmo edifício. Depois, compras, fusões e confusões resultaram em sermos dispersos por vários edifícios e assim perdemos o rasto uns dos outros. Desde há um ano, também por causa de mais compras e fusões (e viva o capitalismo globalizador!) voltamos a encontrar-nos
Estavam completamente mudadas!
Há 7 anos atrás só faltava irem de pantufas e rolos no cabelo para o trabalho, hoje aparecem aqui todas produzidas, como se não houvesse manhã, prontas a sair directamente do escritório para a discoteca.
Apesar de estarem biológicamente mais velhas, parecem mais novas. Se no passado eram apáticas e antipáticas, hoje são dinâmicas e simpáticas. Uma transformação radical!

O que é que mudou então, nestes anos?
Muito simples: Divorciaram-se!

É como se o divorcio as tivesse feito renascer, como se lhes desse anos de vida, ou uma nova oportunidade que agora não querem deixar escapar.
Passada a tempestade do longo processo de separação tomaram a vida nas suas mãos e agora aproveitam-na até ao tutano.
Só é pena que não o tenham feito, ou podido fazer, no casamento... Mas isso é outro movi!

17.5.06

O Principe Valente

Tem-se falado ultimamente por alguns blogs nos Príncipes. Não nos da Hola ou da Lux, mas nos Encantados com que todas as meninas sonham.

Antigamente era fácil ser Príncipe. Bastava que não desse porrada na Princesa (que era mais Gata Borralheira que Princesa...) e que alimentasse a prole.

Hoje em dia as coisas são mais difíceis uma vez que no caderno de requisitos de Príncipe passou também a constar outras coisas como ser giro, inteligente, sensível, com bom gosto, uma fera na cama, atencioso e capaz de gostar dos filhos dela como dos dele e mais uma data de coisas.

Aqui entre nós deixem-me dizer que é muito difícil ser Príncipe... É o equilíbrio entre a pica e a canja. Dar-lhes canja quando estão doente sem que nos vejam "só como amigos" e criar-lhes pica, sem que nos vejam como um predador "só para as quecas". O fácil é ficar só num dos lados. Ser o Amigo qualquer um pode ser. Ser o Predador qualquer um minimamente inteligente pode ser... Mas o Amigo não se deita com ninguém e Predador está destinado a ficar sempre sozinho.

Mas independentemente disto tudo o verdadeiro problema é que as mocinhas julgam que os Principes de hoje em dia, andam por ai, pelos bares da moda, á espera de se apaixonar pela sua Princesa. Nada mais falso, minhas amigas!

Esqueçam! NUNCA vão encontrar nenhum Príncipe por ai, parado numa esquina e isto por duas razões: A primeira é que os gajos são como as casas de banho: Os bons estão todos ocupados. A segunda é que não se nasce Príncipe. Quanto muito nasce-se sapo mas nem todos têm o potencial para se transformar em Príncipe.

É que todos os Príncipes que conheço foram duramente esculpidos (e aqui a palavra chave é "duramente") pelas respectivas Princesas ao longo de vários anos. Por isso não existem Príncipes, e diria que também não existem Princesas, fora de uma boa, intima, profunda e comprometida relação.

Primeiro vem a relação, depois, eventualmente a realeza.

Ah e é verdade: As pessoas certas não existem: Fazem-se