3.1.07

Principe Valente II


Uma hora ao telefone com a Amiga (não é difícil de ver quem é…) e lá estava ele preto no branco! O padrão, a fixação, a panka, o distúrbio emocional, a razão dos meus “casos”!

Decido escrever isto porque quanto mais penso nele, mas sentido faz, mas repetições desse padrão me aparecem ao longo da vida e também para o poder vir aqui ler sempre que quiser e tiver necessidade.

Pessoal, Amigos, Camaradas,

Eu quero ser o escolhido!

Eu explico: Ao longo da minha vida e tirando notáveis excepções, eu tenho a tendência para me envolver com mulheres que tenham casos/namoros/situações pendentes/pontas soltas com outros homens.

Porquê? Para entrar em disputa com eles e ser eu o escolhido.

Porquê? Porque tenho uma série de situações de ter sido preterido a favor de outros no início da minha adolescência e desde então tento repeti-las para as emendar. (basta lerem o “Patrícia” e o “Quem (não) tramou Roger Rabit” no Dabestof para verem isso.)

Porquê? Porque devo ter sentido em miúdo que não ter afecto da minha mãe se devia ao facto de ela dar atenção ao meu pai, com o qual tinha de competir. (Não havia afecto também entre eles, mas isso é outra história e de qualquer modo não sabia isso na altura)

Por tudo isso, não consigo resistir a uma moça com problemas relacionais, ou com um namorado/marido/gajo que não seja suficientemente bom (aos meus olhos, claro!) para ela. Quanto me deparo com uma rapariga assim, lá visto a minha roupinha de Príncipe Valente e ando por ai a tentar matar Dragões Inutilmente, porque elas continuam a ir para a cama com eles.

Gostam muito de mim, da minha companhia, sentem-se bem comigo porque sabem que eu estou ali sempre pronto para lhes colar os cacos em que ficam quando mais um cabrão as come à força toda e depois as cospe.

Porquê? Porque há um tipo de mulher que atrai gajos que só lhes vão fazer mal.

Porquê? Porque julgam que vão ser as Tais, as únicas, as que vão redimir o Cabrão. (nunca são…)

Porquê: Porque continuam dessa forma a tentar resolver uma relação com o pai delas. Não conseguem com o pai, tentam com outros.

Escrevi isto tudo de jacto e não sei se para vocês faz sentido ou não. Mas para mim faz e é isso que interessa!

Conclusões desta história toda:
1-Tenho claramente um padrão de comportamento que me é nocivo e que leva a relacionar-me com pessoas que não me fazem bem.
2 – Identificado o problema vamos ás soluções.
a) Evitar gajas com casos pendentes.
b) Evitar gajas que sejam imans de cabrões.
c) Cortar com todas as que conheço que estejam na categoria a) e b)
d) Tenho mais que fazer!

E pronto!
Sinto-me bem…

31.12.06

TITANIC


Take one
A escolha é sempre nossa.
Seja por uma vida ou seja por um dia, a escolha é nossa.
Podemos sempre optar por sermos algo positivo na vida dos outros ou não. Mesmo se for para satisfazer os nossos desejos mais “egoístas”, como afecto ou sexo, podemos sempre optar por faze-lo COM os outros e não usando os outros.

Take two
O que eu gosto deste filme é a mudança radical de vida que ocorre a todos os personagens (e não me estou a referir ao facto de alguns deles afogarem-se) num curto espaço de tempo. A menina bem condenada a viver uma “série interminável de festas” num casamento que não quis, muda de entidade e vida, o jovem magnata fica viúvo sem ter casado e o passageiro de terceira classe que ganhou o seu bilhete no poker, cumpre o seu destino: Despoletar a mudança.

Take Three
Este ano foi um ano de tremenda mudança.
Das coisas mais difíceis de fazer é assumir os fins. Nós somos educados a iniciar coisas, a desenvolve-las e a olhar para toda a realidade como algo de eterno e indestrutível. Por isso é que ligamos sempre os fins a actos mais ou menos violentos, a rupturas dolorosas e irreconciliáveis e consequentemente com facilidade passamos a olhar esse passado comum como um erro, uma perda de tempo, um parêntesis na nossa vida.
Eu gostei dos anos em que estive casado. Foram anos importantes e decisivos para a minha formação, para o meu crescimento como pessoa.
Mas senti que estava a chegar ao fim, que esta se arriscava a ser uma relação feita de hábitos adquiridos, como tantas outras que há por ai.
Mudei. E com isso mudámos e começámos a mudar.

Take Four

Eu acho que é importante agradecermos. É reconhecer-mos a alguém que apreciamos aquilo que fez por nós. Por isso, aqui vão os meus agradecimentos por este 2006

À Zuca, pelo passado, pelo futuro, pela amizade que me dás a honra de manter
À minha filha pelo amor incondicional e por ser muito gira!
Aos meus sogros e cunhada… Por tudo!
À minha mãe por voltar a sê-lo.

À Mónica, por me aturar, conhecer muito bem e ainda por cima gostar disso.
À Marisa Belo, por um ano de companhia quase diária.
À Sónia e à Guida, pelas morangoskas e tudo o mais.
À Vanda por ser Amiga.
Ao Tiago por ser sempre o Rei.
À Ana Felismina, tu sabes porquê.
Ao Pedro Reis por continuar sempre a ser um ninja.
À Aida e ao LM, porque vocês não estão lá, vocês são de lá!
Ao Hilário, companheiro de há 20 anos.
Ao Caroço, que depois de 10 anos viu o meu “outro lado”.
Ao pessoal da A21, que apesar do meu afastamento, continuam comigo.
À Maria João, pela companhia e partilha, mesmo em Sildávo.
À Rita, pelas relações publicas e pelas reportagens fotográficas.
À Anokas pela iniciativa.
Ao Vítor pela irmandade e pelo contraste.
À Niki, por ser tão boa patroa de blog.
À Didá que é má como as cobras e censura-me os textos.
Ao Jorge por ser um gajo porreiro, o que é raro hoje em dia.
Ao R-Team Are Us por não esquecerem o sócio fundador.
Ao Bando de Irmãos por o serem de facto.
Ao meu chefe que me deu um safanão, mas não me tirou o tapete.
Aos meus colegas que me aturam diariamente, o que nem sempre tem sido fácil.
À Ana Maria pelo sonho e pela realidade.
À Susana por todas as surpresas que estão na caixinha

A todos, mas mesmo a todos que falaram, estiveram, ou por aqui me leram, o meu muito sincero e sentido

Obrigado!

Bom 2007! E não se esqueçam: Laife iza movi! Oloais si gude moves!

PS. Parker Lewis actualizado
PPS : Da Best off actualizado

20.12.06

BLOG JOB


Citizen Zuko, acaba de ganhar duas categorias dos melhores Blog Jobs (for the boys) de 2006. Vejam tudo aqui : http://shakermaker.blogs.sapo.pt/


(Zuko, emocionado, sobe ao palco com o Blog Job na mão)
Obrigado... Obrigado...
Quero agradecer á minha mãe porque é ela que me paga a internet para eu continuar por ai a melgar-vos com os meus comentários.
Quero agradecer tambem a todos os 45745 bloggers que não apagaram os meus comentários, nem sempre inoportunos, é verdade, mas faz-se o que se pode e a mais não se é obrigado. Mas devia!
Quero finalmente agradecer aos Mr Shaker e Mr Maker por me terem atribuido dois prémios, o que confirma o mal que me querem, só descansando quando virem este blogs morto e formatado. Mas não verão!

A todos o meu bem haja.

14.12.06

Natal e calendários


Não sou o único a achar que está toda a gente cheia de trabalho, pois não? Mas assim mesmo muito trabalho, daquele que até faz mudar o cheiro às camisas e não deixar um gajo actualizar os blogs em paz? Daquele que não apetece mesmo nada fazer e que põe os chefes histéricos quando não é feito, mesmo que não o tenham dado para fazer?

Pois...

Bem me parecia...

O Natal não devia ser nesta altura!

É que é uma conjuntura brutal! Reparem: Filhoses, jantares e compras por um lado; fecho de ano, relatórios e vendas de última hora, por outro; reveillons, passas e cuecas azuis por outro.

Ninguém aguenta!

Se ao menos o Natal fosse como antigamente, há muitos, muitos anos, eras tu uma criança, no dia 6 de Janeiro, antes do Gregório XXCVIII se lembrar que havia dias a mais e alterar esta coisa toda, ao menos tantos não tinham tanto que fazer em tão pouco tempo (E pronto! Bati o recorde mundial de citações ocultas e adaptadas por parágrafo)

Por outro lado quem é que se lembrou em ter o final do ano nesta altura, assim no meio do nada? Não fazia mais sentido ter o final do ano aí por Outubro, depois das férias e no início das aulas? Não é aí que sentimos que o ano começa? Assim que chegamos bronzeados de Benidorm ou Cancun (em tempos de austeridade fica mal dizer que se esteve nas Seychelles...) e rasgamos o número de telefone do nosso amor para todo o sempre que encontrámos no lobby do hotel, faz hoje 15 dias, mesmo a seguir a irmos ao Continente comprar os lápis e afias para os miúdos?

Raios partam os Romanos que alteraram esta coisa toda! Só uma mente completamente mafiosa como a do Senado para dizer que SETEmbro passava a ser o nono mês do ano e não sétimo, e assim sucessivamente para dar mais dois meses de mandato a um Cônsul para poder chegar a tempo à Hispania e assim esmagar uma revolta. Aí está um exemplo de como a Burocracia e o Direito dominam o tempo, atmosférico e o outro, e que venham lá os Al Gores dizer o contrário!

Alem disso, o Natal ficava muito melhor em Maio ou Abril, que assim sempre se podia curtir uma de pastor e ficar ao relento a ver as estrelas, ou passear à noite junto ao rio com mirra, ouro e incenso a dizer não “Omm Shanti!”, mas sim “Aura Mazda!” que os Magos eram persas. (Já agora, alguém sabe o que é mirra?)

Vou pensar neste tema e voltar a ele lá para Fevereiro, quando achar que não está com nada andar à chuva de bikini no meio da rua, a dançar o samba. Mas não fazia mais sentido o Carnaval ser em Agosto???

Olhem... Vou adoptar o Calendário Maia e lixar-me para isto tudo!

Cancun aí vou eu!

13.12.06

As tampas


Eu acho que apanhar uma tampa é uma coisa muito útil!

Uma tampa receber-se por haver um desajuste entre o que nós sentimos e o que a outra pessoa sente. Basicamente investiu-se na pessoa errada ou ela não nos vê como um namorado credível.

Quando isto acontece há duas hipóteses: ou os nossos sonhos são importantes para nós e ai não fazemos nada e continuamos a viver na ilusão de que um dia o objecto do nosso afecto vai olhar para nós de outra forma (Esquece! Nunca vai acontecer!) ou... Vai-se lá e abrimos o jogo!

Abrir o jogo (vulgo: Fazer uma declaração.) é o meio mais seguro para se levar uma tampa. No caso dos homens, sempre que eles abrem o jogo, matam instantaneamente as eventuais borboletas que voam na barriguita da moça. É que as mulheres dizem que adoooooram declarações muito românticas, mas isso é só para depois puderem dar um Xuto no homem. (Do leme, eventualmente...) Eu cá, em todas as declarações que fiz, apanhei com uma tampa, o que confirma a regra. Também já dei umas tampas, mas sem declaração, o que é normal, uma vez que as mulheres nunca se declaram.

E porque é que alguém há-de querer levar com uma tampa?

Para ter um choque com a realidade, que estilhasse os filmes cor de rosa ou francamente porno que fizemos na nossa cabeça. É que sem esse choque corre-se o risco das coisas se tornarem em obsessão, o que não é de todo aconselhável, uma vez que há mais peixes no mar e lá por termos partido a linha com um, não quer dizer que aconteça com outro. Só depois disso é que podemos fechar o dossier, arquivá-lo e seguir para outra.

Literalmente...

9.12.06

Its a Wonderfull Life



Conhecem aquela história do Dickens, em que um fantasma mostra a Scrooge o natal do passado, do futuro e do presente?

Em menos de 24 horas tive em dois jantares com dois grupos diferentes de amigos. Um era o jantar do presente, o outro era o jantar do passado.

Num o pretexto foi o meu aniversário (em Agosto…) comemorado agora por falta de condições na altura, no outro era um tradicional jantar de natal, de pessoas que partilham ou partilharam do gosto por um hobby.

Enquanto que num dos jantares os tempos verbais eram o presente e o futuro, falando-se de relações e seduções, sendo também a sedução uma forma de apresentar futuros; no outro recordavam-se aventuras passadas, mundos salvos e campanhas vividas.

No meu aniversário, eu era o mais velho da mesa com os meus 200 anos, como dizia a Anne Marie. No dia seguinte, eu era um dos mais novos, parte de uma geração de miúdos promissores, como em tempos os veteranos nos viram (e ainda vêem…)

Foi giro encontrar algumas pessoas que já não via há 5 ou 6 anos. Não que tivéssemos posto a conversa em dia, porque ela nunca saiu para o nível pessoal, ficando sempre centrada no nosso hobby, ao longo destes anos todos (e já lá vão 25 ou 26…) Há outras com as quis mantenho uma relação mais próxima, mas mesmo assim, muito formal, muito british, num mundo onde os sentimentos não existem.

Foi giro ver o quanto mudei e como aquele já não era o meu lugar, já não era o meu mundo.

Foi também giro ver a facilidade com que coisas fundamentais para nós numa época da nossa vida durante períodos significativos de tempo, podem deixar de fazer sentido.

Suponho que o que reste, ou que depois nasça, seja o que vale mesmo a pena.

Porque a Alma, essa, claramente não é pequena!

3.12.06

Lucky Luke


Take Unico
Um dia destes, no MSN
Amiga Diz - tu és muito rápido
Amiga Diz - és mais rápido do que a tua sombra

Zuco Diz - Sou o Luky Luke... Tenho sorte e sou rápido. Tenho Rantanplas
e os meus Dalton que persigo sem fim
Amiga Diz - e o teu cavalo?
Zuco Diz - e termino sempre só, cavalgando em direcção do por do sol
Amiga Diz - jolly jumper?.... ou era outro
Zuco Diz - É o Bogas...
Amiga Diz - não terminas nada só. Já reparaste que na tua vida de adulto devem ser mais as vezes que estiveste acompanhado do que só?
Zuco Diz - Eu SOU Lucky Luke!
Zuco Diz - Nunca tinha pensado nisso....
Amiga Diz - não és um solitário
Amiga Diz - estás em mudança
Zuco Diz - Sim, mas tenho a tendência de viver em episódios, em álbuns.
Zuco Diz - Novas personagens, novas situações, um foi condutor,
Zuco Diz - mas cada episódio é um episódio. Com principio meio e fim. Não vivo num romance enorme, mas em álbuns de BD, que foram a minha primeira leitura e visão do mundo para alem da minha casa. Ainda não sabia ler e já via histórias de BD. Isso deve ter moldado a minha forma de ver o mundo. Só pode…
Zuco Diz - Nunca tinha pensado nisto...


Parker Lewis actualisado.

30.11.06

O Predador


Take One
Algures, há muitos anos... Ou talvez não!
- Não Zuco. Tu és meu amigo. Os namorados passam, mas os amigos ficam... –
Com esta frase ela expôs cruamente o meu problema com as mulheres: Eu era amigo delas!

Podiam falar comigo que eu ouvia, podiam jantar fora que eu puxava-lhes sempre a cadeira, podiam ir ao cinema comigo que era sempre interessante, mas mais nada... Porquê? Porque eu era o AMIGO e não se vai para a cama com o amigo (pelo menos não se ia...)

Take Two
Por ai e por aqui
Várias vezes fiz Reset á minha vida. Saia de um circulo social e ia para outro. De cada vez que fazia isso eu era uma versão diferente de mim. Não repetia o mesmo com outras pessoas. Era mesmo outro com pessoas diferentes. Era uma metamorfose.

Como um actor, ia buscar em mim sentimentos e atitudes que completava com modelos exteriores. A inquietação calada de um James Dean, o sorriso trocista de um Bruce Willis, o discurso louco de um Edie Murphy, enfim tudo o que fosse necessário para indiciar uma alma atormentada e sensível por debaixo de uma aparente alegria trocista, como quem dizia: “ – Tu não és gaja para mim..”

Take Three
Talvez num futuro workshop
Uma das coisas básicas que qualquer homem que ande á caça tem de perceber rapidamente é que são elas de decidem tudo. O máximo que um tipo pode fazer é tornar-se na coisa mais interessante que ela tenha para fazer, vestida ou não. (de preferencia não vestida!)

Como? Simples: Pelo aspecto, pela conversa, e por ostensivamente ignorá-la.

Outra coisa básica é que no fundo isto é tudo uma questão de estatística e de técnica: Basta dizer e fazer o correcto a uma quantidade significativa de senhoras e acabaremos inevitavelmente na cama de alguma.

Quantas vezes, dependerá de quão bons formos neste jogo. Porque tudo isto é um jogo, que é jogado a dois. Um xadrez com as suas aberturas, desenvolvimentos, e finais.

Foram poucas as meninas que não foram analisadas, medidas, observadas, testadas e classificadas em Potenciais, Alvos, Prováveis ou Terminais. Colegas de curso ou de trabalho, amigas de copos, irmãs de amigos, amigas de amigas, todas foram observadas, consideradas e, se tivessem potencial, contactadas.

Cheguei ao ponto de roubar namoradas, o que é extremamente fácil, já que a maior parte dos namorados são broncos e desleixam a relação ao final de algum tempo.

Take Four
Hoje a pensar em ontem
Tinha sucesso? Algum... Hoje acho que menos do que pensava na altura. É que o sucesso de algo só pode ser medido em relação ao objectivo e o meu objectivo verdadeiro, apesar de escondido de mim próprio, era encontrar Amor, mas só obtinha sexo... Tinha-me tornado bom a seduzir, mas não conseguia, não sabia, manter uma relação. De certo modo estava prisioneiro da minha própria armadilha....

Take Five
Ontem a pensar em hoje
Não era suposto estar por aqui desfeito em lágrimas, de coração desfeito? Mas não estou. Não deu, não deu... Há mais.

MENTAL NOTE: Siga para bingo!

26.11.06

As Pontes de Madison County


Tu estás livre e eu estou livre
E há uma noite para passar
Porque não vamos unidos?
Porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos?

Tu estás só e eu mais só estou
Que tu tens o meu olhar.
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mão deserta.

Vem, que o amor não é o tempo
Nem é o tempo que o faz.
Vem, que o amor é o momento
Em que eu me dou, em que te dás.

Tu, que buscas companhia
E eu, que busco quem quiser.
Ser o fim desta energia,
Ser um corpo de prazer,
Ser o fim de mais um dia.

Tu, que continuas à espera
Do melhor que já não vem
Que a esperança foi encontrada
Antes de ti por alguém
E eu sou melhor que nada...

Vem, que o amor não é o tempo
Nem é o tempo que o faz.
Vem, que o amor é o momento
Em que eu me dou, em que te dás...

Mental Note: Antonio Variações. Um grande Senhor. Um Mestre! Nunca me esquecerei...

21.11.06

Daredevil


Manual do Blind Dater

Como os blind dates estão não só na moda, como acho que cada vez mais são um meio importante para alargar o nosso círculo social e dado que nos últimos meses tenho tido montes de blind dates, o que se calhar já me dá alguma experiência, e como é uma coisa que ainda causa algum receio a muito boa e bonita gente, resolvi passar para aqui alguma dessas experiências. Porque é uma actividade gira e até recomendável diria eu....
Serial killers ou roubos de rins são claramente mitos urbanos. A maior parte das pessoas é de bom carácter. Eventualmente carente, é certo, mas de bom carácter.

1 – A Fonte
A fonte é o meio através do qual encontrámos essa pessoa. Pode ser por recomendação de um amigo, pode ser um blog, pode ser um site de encontros, ou “social” como o Hi5. No fundo o meio não é muito importante. Cada um tem o seu mérito e as suas vantagens (num blog conhecemos a pessoa por dentro, no Hi5 vemos o seu aspecto) Normalmente há um período mais ou menos longo de troca de mail/msn no qual as duas pessoas se calibram, ou como quem diz: encontram pontos de contacto. Esta fase sai um bocado do âmbito deste manual por isso vamos saltar directamente para o primeiro encontro ao vivo.

2 – Local
Escolham sempre um local público! Nunca sabem quem é que vão encontrar, nem o que pretende. Um café ou um restaurante são boas hipóteses, desde que seja relativamente sossegado (vocês querem ouvir a outra pessoa, certo?) e que um de vocês conheça o local. Um primeiro encontro não é definitivamente a situação ideal para experimentar restaurantes novos, onde nenhum dos dois foi antes. Se as coisas não correrem bem isso vai reflectir-se em quem escolheu o local. Dito isto... já me aconteceu ter um primeiro encontro a fazer um jantar mexicano na cozinha da outra pessoa, por isso vale tudo, desde que haja confiança.

3 – Tempo
Vão com tempo. Não marquem só UMA hora (mas uma hora mesmo!) para o encontro. Ás vezes tem muito boas surpresas e é bom não ter grandes urgências ou pudins ao lume. Se as coisas ficarem constrangedoras podemos sempre sair a qualquer altura...

4 – Telefones
Antes do encontro troquem de números de telefone. Parecendo que não... Facilita! A menos que queiram fazer as coisas há antiga e digam como é que cada um vai vestido e procurem-se, o que é muito giro e dá logo um assunto de conversa.

5 – Intenções e expectativas
Expectativas não devem ser nenhumas. Eu antes de ir a um encontro costumo dizer á outra pessoa que aquele encontro não obriga a nada, não significa nada e não tem de ter obrigatoriamente sequência, para baixar o nível de expectativas de ambos. Qualquer outra intenção que não seja a de ter um almoço/lanche/passeio divertido estão completamente fora de contexto.

6 – Quebra-gelo
Depois da primeira troca de cumprimentos devem começar imediatamente a falar. Nem que seja acerca do sitio onde estão. Um silêncio nesta altura é incomodativo e pode matar tudo logo á nascença.

7 – Primeiras impressões
Acreditem nas vossas primeiras impressões. Eu já tive situações em que soube, nos 5 primeiros minutos, se iria haver ou não segundo encontro. Não se esqueçam que o hábito foi escolhido pelo monge, que o corpo fala mais do que a voz (especialmente no caso das mulheres...) e que os olhos em especial e a cara em particular, dizem mais acerca da pessoa do que ela gostaria. Finalmente reparem nas mãos. Onde é que elas estão? Nervosamente recolhidas? Em cima da mesa, em tensão? A tapar a boca ou a esconder a cara? Tudo isso nos diz algo acerca da pessoa e do seu estado emocional no momento. Mas nunca deixem de estar atentos ás boas surpresas. Ás vezes, donde menos se espera, vem um gosto semelhante, um amigo comum, algo que só por si faz valer a ocasião.

8 – Façam valer a pena.
Mesmo que já saibam que aquela pessoa não é o vosso príncipe/princesa encantado, façam um favor a vocês próprios: Passem um tempo agradável a descobrir uma pessoa e a treinar as vossas competências sociais. Quanto mais pessoas encontrarem, mais á vontade estarão quando o tal príncipe/princesa aparecer e eles andam por ai... Contem histórias giras da vossa vida, sejam sensíveis ao que vos disserem, riam do que acharem piada, perguntem o que não entendam, mas principalmente digam “não” ao que acharem que devem dizer. O melhor favor que podem fazer a toda a gente é serem vocês próprios e não se esforçarem demasiado por agradar.

9 – Falem!
Se há coisas que me irrita no MSN é um LOL ou um :) singelo como resposta! Depois disso o que é que se pode dizer a uma pessoa que ainda mal se conhece?
O mesmo acontece na vida real, quando uma pessoa se remete ao silêncio ou só faz perguntas. Ninguém gosta de estar num interrogatório, nem de se sentir que está ali a ser examinado. Quando responderem a uma pergunta digam mais alguma coisa para alem do “Sim” ou do “Não”. Alimentem o diálogo, por muito tímidos que sejam. Uma simples frase é o suficiente.

10 – E Depois?
Sejam fiéis a vocês próprios. Se acham que não se devem encontrar mais com essa pessoa, então não se encontrem. Se querem voltar a vê-la façam por isso, não fiquem é espera que ela vos ligue. Se não ligar ou se tiver sempre outras coisas por fazer é porque não se quer encontrar... O que não quer dizer que vocês sejam um traste ou um trapo velho e sem uso, mas tão simplesmente que com aquela pessoa não deu para criar uma qualquer relação, o que é perfeitamente normal. Há sempre algo de positivo a retirar de um blind date. No mínimo podemos conhecer um sítio novo ou ficar com o prazer de termos ousado. No máximo? Bem no máximo o céu é o limite... ou não!

11 – Cuidados
Não digam exactamente a vossa morada num primeiro encontro, pelo menos logo no início. Digam a cidade ou o bairro, mas não a rua e número da porta.
Digam a alguém da vossa confiança onde vão estar e com quem (mesmo se só souberem o nick)
E se acharem que devem ir acompanhados... Não vão de todo!

Posto isto... Alguém quer ir tomar um café?

PS: O Daredevil é cego... (blind)

19.11.06

Dejá Vu


È giro que num meio eminentemente anónimo como é a blogosfera, sempre que esse anonimato se quebra a reacção é a mesma: Cumplicidade.

Há um ano e meio atrás comecei a ligar caras a nicks. Nessa altura, as pessoas que conheci em carne e osso, já as lia há algum tempo e por isso conheci-as de dentro para fora. Já sabia do que falavam, do que gostavam ou não, do que esperavam. Era como se só me faltasse um aspecto físico para compor aquela pessoa que já conhecia.

Ontem foi igual mas diferente

Foi igual por termos todos um ponto em comum, os blogs. Foi diferente porque desta vez não tinha lido ninguém, tirando a Niki e o Vítor. Por isso foi mais blind este date colectivo. Mas não menos previsível, no sentido de saber, ainda antes de lá entrar que seria divertido.

Não posso deixar de fazer um paralelo entre o jantar de ontem e os P.U.T.A de um ano e meio. Tudo o que passei com eles, tudo o que eles foram e são para mim e também tudo começado num simples jantar de blogs.

Dai a sensação de dejá vu. Mas um dejá vu positivo, como quem diz: “Yess! Vai recomeçar tudo de novo. Fixe.”

Pessoal da Armada, vocês estão lá!

Até amanhã!


PS: Este até amanhã destina-se a todos os que forem ao concerto desse grande talento da rádio TV e disco que dá pelo nome de José Cid.
“… Se o macaco gosta de banana, eu gosto de ti…”


Parker Lewis actualizado.

16.11.06

O Sexo e a Ansiedade



Desavergonhado como sou, fiz-me convidado para o blog destas 4 senhoras. De vez em quando, sempre que me apetecer e elas deixarem ( que lá quem manda são as meninas) publicarei um artigo meu no SEXO E A ANSIEDADE.

Quase sempre acerca dos SEXOS

Eventualmente sem grandes ANSIEDADES...

Começo amanhã!

PS: Antes que perguntem eu não sou o gajo do chapéu! Sou o tipo que está a beber atrás da Samantha!

PPS: É provável que este não seja o único projecto em que me meta... ;-)

12.11.06

Não me tem apetecido...

Não me tem apetecido escrever aqui.
Não que esteja mal, mas talvez por estar bem. Já não sei quem é que
é tinha a teoria de que passar muito tempo no mundo virtual é sinal de que a vida real não é lá muito interessante. Não faço a minima ideia se é verdade ou não, mas não estou a sentir nem vontade de aqui escrever, nem de vos ler, confesso...
Tenho escrito noutros lados, em forums e em grupos acerca de assuntos especificos, mas falta-me a motivação para escrever no Citizen... É como se não fizesse sentido.

Digamos que estou em
INTERVALO
Entretanto...
Recomecei! :-)

Parker Lewis actualizado

2.11.06

Balburdia na Quinta



Há uma gaja que me tira do sério!
Conheço-a já há alguns anos e foi amor á primeira vista. Gostamos um do outro, estamos juntos sempre que podemos, falamos ao telefone, até já trocamos mensagens no MSN. Ainda ontem fomos ao cinema, ver este filme e hoje fui buscá-la para a levar a almoçar e a companhei-a á tarde na ida á piscina.
É uma gaja, bem gira ( e não sou só eu que o diz!) e muito inteligente. Ás vezes consegue ser manipuladora, mas não faz por mal...
Gosto dela, pronto!

PS: Isto é tambem para dizer que a balburdia na minha cabeça está superada. Tambem graças a vocês. Obrigado a todos.

30.10.06

Take One
Só o sexo interessa.
De que é que vale investir em relações, abrir o coração, descobrir mundos interiores, se todas estão condenadas à partida? Se todas terminam da mesma maneia, produzindo os mesmos efeitos?
È mesmo assim tão importante encontrarmos a TAL pessoa certa com que é suposto vivermos felizes para sempre, logo a seguir ás letras THE END aparecerem no céu mesmo atrás de nós? Não valerá mais a pena ter uns orgasmos valentes pelos motivos certos, com uma data de pessoas erradas?
Se tudo acaba, se tudo está condenado, nada tem significado para alem deste momento.

Take two
Por que é que reagimos tão mal ao amor?
Se eu insultar, odiar ou bater em alguém obtenho quase de certeza uma resposta do mesmo género. A outra pessoa também é agressiva comigo, também me bate e acabará por me odiar. È uma reacção do mesmo género e tipo, até talvez de uma intensidade maior.
No entanto… Se disser a alguém que a amo, raramente a resposta é ao mesmo nível. Porquê?
Porque é que conseguimos ter uma resposta imediata e adequada à agressividade, mas não temos uma resposta igualmente adequada à afectividade?
Porque é que se eu disser a alguém que é um filho da puta e cabrão de merda me arrisco a receber um murro no nariz, mas se disser a essa mesma pessoa que estou apaixonado por ela e que a amo, nunca recebo um beijo ou um sorriso, mas antes uma cara de “tirem-me desta cena!”

Take Three
Porque é que eu, para ter sexo ou ser amado, eventualmente pelas pessoas erradas e sem motivos certos, tenho de fazer de filho da puta e cabrão de merda? Porque é que pessoas aparentemente racionais e equilibradas, que se conhecem e sabem o que fazem, continuam atrás dum cabrão de merda, ou de uma puta sem alma, que as vai usar como uma aranha usa uma mosca, sabendo (porque não é a primeira vez…) que vão acabar ocas, inertes e deitadas fora?
E porque é que continuam a fazer isso? Parece que não têm o mínimo controle sobre os seus sentimentos…
Ou sou só eu que consigo decidir o que quero sentir?

Take Four
O que é o amor?
Existe mesmo ou é uma coisa que nós julgamos que existe? É algo de físico, determinável, palpável, imediatamente reconhecível (como o medo, por exemplo…) ou é uma ideia que todos julgamos partilhar, mas que no fundo é diferente para cada um?
E porque é que essa ideia é assim tão importante para nós? Porque é que é tão importante sentir-nos amados? Como é que eu posso saber que sou amado? Alguma vez tenho a certeza absoluta? Existem certezas?
Para mim existe uma coisa (eventualmente um eléctrico…) chamada desejo que desde que seja gira, tenha um bom corpo e uma atitude interessante, marcha!
Depois existe outra coisa que tem mais a ver com a personalidade, com a maneira de ser, com a generosidade emocional para comigo que pode dar em amor quando acho que aquela pessoa é diferente de todas, que a nossa relação é especial e quando existe desejo também.
Mas muito sinceramente não sinto o amor como aquelas coisas de se morrer por ele, como gostavam os românticos.
Sei que se não o sentir, não morro.


Parker Lewis actualizado

23.10.06

Os Diários de Guevara

A meio da manhã, já estava no alto da serra, que subi a pé na ultima meia hora, sentado na eira de uma aldeia deserta debruçada sobre um vale com a civilização ao fundo, a roer peras e a passar a minha vida em revista, à procura de padrões.

Padrões de comportamento que tiveram sucesso repetidamente e padrões que não me trouxeram nada de bom.

Todos nós temos padrões de comportamentos que tendemos a repetir em situações semelhantes. Identificar os que não nos satisfazem e corrigi-los é importante para o nosso desenvolvimento pessoal. Por exemplo há pessoas que se atrapalham sempre que conhecem alguém, quando noutras situações não. Porquê? O que é que podem fazer para corrigir isso?

Apontei algumas conclusões. Algumas já me tinham sido dadas, mas uma coisa é ouvir, outra é chegar lá por nós.

- Ter vida própria (aqui vista como uma independência emocional de terceiros)
- Gozar os processos, sem ligar aos fins
- Dizer “Não”.
- Não prescindir do que me dá prazer

Desci e, depois das necessidades das ideias, os prazeres da carne. Grelhada mas não muito, com um arroz de feijão fabuloso e regada por meia garrafa de tinto.

Seja pelas rotundas, seja pelo tinto, o certo é que deixei-me perder calmamente por aquelas estadas. Só sabia que seguia na direcção de Coimbra, aproximadamente. Um muro aqui, uma casa acolá e fiquei com a certeza de que estava naquela estrada. Por isso quando vi a placa “Foz de Arouce”, tive de virar e ir lá.

Em Foz de Arouce há um campo de férias, um sítio isolado do mundo, uma bolha do tempo que só se abre para quem lá tenha estado. Ali, reinos foram construídos, namoros desfeitos, tesouros encontrados, amores descobertos, amizades efémeras juradas para sempre. Ali eu fui feliz.

Ali vi o melhor do que posso ser e a vida que poderia ter.

Vi o passado sem olhos molhados de pena de mim próprio, mas com o reconhecimento de tempos bem passados.

Já podia regressar.

Epilogo:
Pelo caminho parei em todas as áreas de serviço para escrever. Sentia-me revigorado, apesar (ou talvez por isso mesmo…) do esforço físico. Vim a viagem toda sem a necessidade do rádio para encher o carro. O Bogas estava cheio comigo. Sentia-me bem comigo mesmo. Tanto que quando cheguei fui ao cinema (“Dália Negra” é BRUTAL!!!! FABULOSO!!!) e depois passei no Havana para beber um mojito. Espero que Freud me explique esta minha fixação com discotecas começadas por H, o certo é que estive ali sozinho muito bem e acho que isso se notava a avaliar pelos olhares que recebi…

PS: Zuco… Tu és um gajo porreiro para estar contigo, sabes? Tu estás lá!

Parker Lewis actualizado...

20.10.06

7 Anos no Tibete

Take One
Disponibilidade
Disponibilidade é a capacidade de, com autonomia, aceitar ou rejeitar convites, tomar decisões em segundos, de ir, de vir, ou de ficar. Com este, com aquele, com o outro, com ninguém. Connosco.

Take two
Renascer
Há locais que nos marcam, lugares onde as coisas fazem sentido, sítios mágicos onde o Cosmos nos tocou e nós ficámos diferentes. Pontos de um antes e um depois. Terras de peregrinação interior, que só a nós e a quem escolhemos, dizem respeito. Sítios a que voltamos sempre que temos necessidade de renascer.


Take Three
A Viagem
Desde que esta nova fase começou que lá quero ir. Foi sucessivamente adiado, seja por um motivo, seja por outro (e ultimamente tenho conhecido muitos motivos, mas muito poucas razões) mas estava lá sempre, no fundo da minha cabeça a necessidade de lá ir. Talvez soubesse que só lá devia ir na altura certa e que esta ainda não tinha chegada
Neste 3 meses tenho vivido muito depressa, muitas coisas aconteceram, diariamente tudo muda. Tive dias que podiam dar um episodio do “24 Hours”. Não que a mudança me incomode, até pelo contrário, mas acho que já chegou a altura de subir à montanha (literalmente)e olhar lá de cima para o que se passou.
A minha disponibilidade disse-me para lá ir amanhã.
Ao contrário das outras vezes, em que fui em grupo e tive de me encontrar no meio dele, desta vez vou sozinho.
Disponível.

Até segunda!

16.10.06

Intimidade


Domingo de madrugada

Depois de sair da discoteca, apeteceu-me dar-lhe a mão. Estendi-a e ela apertou-a. Sem segundas intenções, simplesmente porque nos apeteceu ir de mão dada pelas docas até ao carro.

Fazia todo o sentido depois do jantar partilhado, dos disparates ditos no carro (O Pujante Bogas começa a ter um clube de fãs tambem...) das horas de conversa, do anel luminoso, de tudo o que se tinha passado.

Sabe bem andar de mão dada. Sentir os dedos entrelaçados, o toque e o calor da pele, os braços juntos, os ombros que se tocam.

Tambem era um contraponto, um manifesto, se quiserem, ao ambiente do mais sórdido e fácil engate que estava lá dentro. O Havai sempre foi um local de engate, mas naquela noite estava completamente demais. E o pior era que eles e elas eram tão ávidos que se tornavam feios. Não havia ali sedução. Era um mercado de corpos, puro e duro.

Por isso fazer aqueles metros de mão dáda com ela, era como dizer que há coisas mais importantes que o sexo.

Sexo é fácil de obter! Bastava eu ter abanado o meu bom aspecto em frente de uma das Shakiras que lá estavam ( com dois bacardis já se vê Shakiras...) durante 3 minutos e a seguir pegar nela e estava feito. Fácil!

Agora aquilo que havia entre nós (o Zuko e a Amiga) é que é dificil de encontrar, de criar e de manter.

É aquilo que procuro, é aquilo que me faz correr, é aquele calor que nos aquece a alma, para alem do sexo e da paixão e que assusta tanta gente.

Intimidade.

12.10.06

Mortal Kombat

Genérico
Há pessoas que julgam que existe uma Grande Conspiração contra elas, que de alguma forma aquilo que lhes é devido (como se houvesse alguma coisa devida nesta vida...) é-lhes sistematicamente roubado por outros. No fundo acham sempre que a culpa é de terceiros, porque são demasiado inseguros para admitir e corrigir os próprios erros.
Quando este pensamento paranóico é apimentado com a necessidade de afirmação masculina, obtém-se um cocktail explosivo, que só a aguarda uma descarga de adrenalina para fazer estalar a fina camada de convenções sociais e partir para a agressão.
E nessa tarde, o cocktail Molotov estava pronto para explodir e eu ia pegar-lhe fogo.

Take one
Domingo á tarde, num estádio raiano
Aqueles 7 tipos tinham passado o dia a armar confusão dentro e fora do campo. Já tinham empurrado um dos meus árbitros, tinham ameaçado outro por presumível arrastar de asa para a namorada de um deles e infelizmente a organização do torneio mando-os passear quando disseram que já não queriam ser arbitrados por nós o que seria um alivio. J
Por isso, quando os jogadores eliminados fizeram uma espécie de invasão de campo por (mais uma vez...) não concordarem com a decisão de um dos árbitros, eu intrevi e, usando os meus poderes de juiz, expulsei da prova esses jogadores por conduta anti-desportiva e com isso acendi o rastilho.

Take two
Rastilho
-Anda cá! – O matulão de olhar de pitbull ficou á minha frente, desafiante. – Onde é que está o teu capitão?
Lá o encontrei no meio das máscaras que rapidamente me rodearam, ao cheiro do sangue.
- Este gajo – disse eu espetando o dedo no peito do pitbull – hoje já não joga mais!
Nesse momento eles explodiram.

Take three
Explosão
Não me consigo lembrar bem do que se passou a seguir. Lembro-me de ter a clara noção de que me iam bater e de que, como eram uns matulões com o físico entre o segurança e o culturista, não valia a pena tentar defender-me da mão que me segurava o pescoço e me empurrou por um momento.
Lembro-me também de não ter uma pinga de medo, o que surpreendeu o miúdo de 10 anos que ainda está dentro de mim e que era aterrorizado pelos matulões da escola.
Virei-lhes as costas e foi até á rede de protecção que delimitava o campo, comunicar a penalização á organização. Eles vieram atrás de mim, como uma alcateia a ladrar e, apesar de estar preparado para isso, nenhum me tocou.

Take four
Estilhaços
Estava eu a dirigir-me para o carro para ir buscar o meu saco para mudar de roupa quando sou interceptado por um gajo de tronco nu e braço tatuado. A perfeita imagem da intimidação macho man. Pega-me no braço, diz que quer falar comigo, mas eu ignoro-o
Se ele quiser bater-me, que me bata! Quero lá saber dele! Estou cansado de 12 horas continuas de trabalho sempre em pé e a correr, quero tomar um banho e mudar de roupa e não tenho tempo para aturar este tipo.
Ele vem atrás de mim a barafustar, e somos seguidos por outros jogadores que o tentam parar e pelos invitáveis mirones.
Mas mais uma vez, o pitbull ladrou, mas não mordeu.
O miúdo de 10 anos tinha vencido o matulão da escola

Genérico final
A frase do dia
- Chamem a GNR que eu pego fogo a isto tudo! :)

4.10.06

Highlander

Take one
Hoje, à pouco
O meu colega deixou-me perto da Avenida de Roma. Passeei por ela ao fim da tarde, como fazia há 20 anos atrás. Inevitavelmente entrei na Barata, aquela hora quase deserta e perdi-me por ali um pouco. Encontrei-me cá fora e fui até à Bertrand.
Acho que alguns dos meus primeiros livros foram comprados lá. Tenho a certeza que a minha primeira Penthouse saiu dali, debaixo dum braço nervoso, rapidamente transportada para o meu quarto.
Depois deste breve passeio olhei em volta. Já estava escuro. Gosto destes fins de tarde de Outono, quando a noite cai de surpresa. Vi duas lojas e um café que já não existiam mas de cujas histórias eu ainda me lembrava.
Segui pela João XXI, até ao Areeiro. A pé.
Voltava para casa a pé, como antigamente.
Andar a pé por Lisboa para mim é uma coisa única. Só assim é que percebemos verdadeiramente onde estamos e por onde andamos. De carro é demasiado rápido, de transportes é muito confuso. Só a pé é que os espaços e os tempos fazerem sentido.
Só a pé é que vi novamente 2 miúdos a dar carolos num terceiro que tinha engatado uma americana. Só a pé é que vi 4 tipos numa mesa de café a combinar a próxima jogada de um Play By Mail. Só a pé é que vi a casa de uma colega de Liceu a quem eu nunca tinha confessado o meu amor.
Só a pé é que me lembrei novamente da pergunta.

Take two
Num Sábado à noite, depois do Melhor Bolo de Chocolate do Mundo

- Mas quanto te lembras disso, não te sentes velho?... – Perguntou ela. Tinha acabado de virar os 30 e aquela noite era a minha prenda de anos para ela.
Aproveitando a janela panorâmica do restaurante sobre o Saldanha, tinha-lhe contado duas histórias separadas por metros e anos, como um exemplo do que agora sinto quando ando por Lisboa. A pergunta era inevitável e foi feita já nas escadas, quando saiamos.
- Não. Sinto-me… com memória. Cheio de memórias. Mas velho não.

Take Three
Hoje, quase a chegar a casa
Tenho memórias que vão mais fundo do que a vida de muitas pessoas com quem me dou. Lembro-me dum tempo antes de elas terem consciência de existirem.
Mas neste crepúsculo, ao chegar a casa, comigo ia não só o passado, mas também o futuro. Sentia-me novamente como o Highlander no topo da colina, aspirando o ar frio da noite que iniciava.