2.11.06

Balburdia na Quinta



Há uma gaja que me tira do sério!
Conheço-a já há alguns anos e foi amor á primeira vista. Gostamos um do outro, estamos juntos sempre que podemos, falamos ao telefone, até já trocamos mensagens no MSN. Ainda ontem fomos ao cinema, ver este filme e hoje fui buscá-la para a levar a almoçar e a companhei-a á tarde na ida á piscina.
É uma gaja, bem gira ( e não sou só eu que o diz!) e muito inteligente. Ás vezes consegue ser manipuladora, mas não faz por mal...
Gosto dela, pronto!

PS: Isto é tambem para dizer que a balburdia na minha cabeça está superada. Tambem graças a vocês. Obrigado a todos.

30.10.06

Take One
Só o sexo interessa.
De que é que vale investir em relações, abrir o coração, descobrir mundos interiores, se todas estão condenadas à partida? Se todas terminam da mesma maneia, produzindo os mesmos efeitos?
È mesmo assim tão importante encontrarmos a TAL pessoa certa com que é suposto vivermos felizes para sempre, logo a seguir ás letras THE END aparecerem no céu mesmo atrás de nós? Não valerá mais a pena ter uns orgasmos valentes pelos motivos certos, com uma data de pessoas erradas?
Se tudo acaba, se tudo está condenado, nada tem significado para alem deste momento.

Take two
Por que é que reagimos tão mal ao amor?
Se eu insultar, odiar ou bater em alguém obtenho quase de certeza uma resposta do mesmo género. A outra pessoa também é agressiva comigo, também me bate e acabará por me odiar. È uma reacção do mesmo género e tipo, até talvez de uma intensidade maior.
No entanto… Se disser a alguém que a amo, raramente a resposta é ao mesmo nível. Porquê?
Porque é que conseguimos ter uma resposta imediata e adequada à agressividade, mas não temos uma resposta igualmente adequada à afectividade?
Porque é que se eu disser a alguém que é um filho da puta e cabrão de merda me arrisco a receber um murro no nariz, mas se disser a essa mesma pessoa que estou apaixonado por ela e que a amo, nunca recebo um beijo ou um sorriso, mas antes uma cara de “tirem-me desta cena!”

Take Three
Porque é que eu, para ter sexo ou ser amado, eventualmente pelas pessoas erradas e sem motivos certos, tenho de fazer de filho da puta e cabrão de merda? Porque é que pessoas aparentemente racionais e equilibradas, que se conhecem e sabem o que fazem, continuam atrás dum cabrão de merda, ou de uma puta sem alma, que as vai usar como uma aranha usa uma mosca, sabendo (porque não é a primeira vez…) que vão acabar ocas, inertes e deitadas fora?
E porque é que continuam a fazer isso? Parece que não têm o mínimo controle sobre os seus sentimentos…
Ou sou só eu que consigo decidir o que quero sentir?

Take Four
O que é o amor?
Existe mesmo ou é uma coisa que nós julgamos que existe? É algo de físico, determinável, palpável, imediatamente reconhecível (como o medo, por exemplo…) ou é uma ideia que todos julgamos partilhar, mas que no fundo é diferente para cada um?
E porque é que essa ideia é assim tão importante para nós? Porque é que é tão importante sentir-nos amados? Como é que eu posso saber que sou amado? Alguma vez tenho a certeza absoluta? Existem certezas?
Para mim existe uma coisa (eventualmente um eléctrico…) chamada desejo que desde que seja gira, tenha um bom corpo e uma atitude interessante, marcha!
Depois existe outra coisa que tem mais a ver com a personalidade, com a maneira de ser, com a generosidade emocional para comigo que pode dar em amor quando acho que aquela pessoa é diferente de todas, que a nossa relação é especial e quando existe desejo também.
Mas muito sinceramente não sinto o amor como aquelas coisas de se morrer por ele, como gostavam os românticos.
Sei que se não o sentir, não morro.


Parker Lewis actualizado

23.10.06

Os Diários de Guevara

A meio da manhã, já estava no alto da serra, que subi a pé na ultima meia hora, sentado na eira de uma aldeia deserta debruçada sobre um vale com a civilização ao fundo, a roer peras e a passar a minha vida em revista, à procura de padrões.

Padrões de comportamento que tiveram sucesso repetidamente e padrões que não me trouxeram nada de bom.

Todos nós temos padrões de comportamentos que tendemos a repetir em situações semelhantes. Identificar os que não nos satisfazem e corrigi-los é importante para o nosso desenvolvimento pessoal. Por exemplo há pessoas que se atrapalham sempre que conhecem alguém, quando noutras situações não. Porquê? O que é que podem fazer para corrigir isso?

Apontei algumas conclusões. Algumas já me tinham sido dadas, mas uma coisa é ouvir, outra é chegar lá por nós.

- Ter vida própria (aqui vista como uma independência emocional de terceiros)
- Gozar os processos, sem ligar aos fins
- Dizer “Não”.
- Não prescindir do que me dá prazer

Desci e, depois das necessidades das ideias, os prazeres da carne. Grelhada mas não muito, com um arroz de feijão fabuloso e regada por meia garrafa de tinto.

Seja pelas rotundas, seja pelo tinto, o certo é que deixei-me perder calmamente por aquelas estadas. Só sabia que seguia na direcção de Coimbra, aproximadamente. Um muro aqui, uma casa acolá e fiquei com a certeza de que estava naquela estrada. Por isso quando vi a placa “Foz de Arouce”, tive de virar e ir lá.

Em Foz de Arouce há um campo de férias, um sítio isolado do mundo, uma bolha do tempo que só se abre para quem lá tenha estado. Ali, reinos foram construídos, namoros desfeitos, tesouros encontrados, amores descobertos, amizades efémeras juradas para sempre. Ali eu fui feliz.

Ali vi o melhor do que posso ser e a vida que poderia ter.

Vi o passado sem olhos molhados de pena de mim próprio, mas com o reconhecimento de tempos bem passados.

Já podia regressar.

Epilogo:
Pelo caminho parei em todas as áreas de serviço para escrever. Sentia-me revigorado, apesar (ou talvez por isso mesmo…) do esforço físico. Vim a viagem toda sem a necessidade do rádio para encher o carro. O Bogas estava cheio comigo. Sentia-me bem comigo mesmo. Tanto que quando cheguei fui ao cinema (“Dália Negra” é BRUTAL!!!! FABULOSO!!!) e depois passei no Havana para beber um mojito. Espero que Freud me explique esta minha fixação com discotecas começadas por H, o certo é que estive ali sozinho muito bem e acho que isso se notava a avaliar pelos olhares que recebi…

PS: Zuco… Tu és um gajo porreiro para estar contigo, sabes? Tu estás lá!

Parker Lewis actualizado...

20.10.06

7 Anos no Tibete

Take One
Disponibilidade
Disponibilidade é a capacidade de, com autonomia, aceitar ou rejeitar convites, tomar decisões em segundos, de ir, de vir, ou de ficar. Com este, com aquele, com o outro, com ninguém. Connosco.

Take two
Renascer
Há locais que nos marcam, lugares onde as coisas fazem sentido, sítios mágicos onde o Cosmos nos tocou e nós ficámos diferentes. Pontos de um antes e um depois. Terras de peregrinação interior, que só a nós e a quem escolhemos, dizem respeito. Sítios a que voltamos sempre que temos necessidade de renascer.


Take Three
A Viagem
Desde que esta nova fase começou que lá quero ir. Foi sucessivamente adiado, seja por um motivo, seja por outro (e ultimamente tenho conhecido muitos motivos, mas muito poucas razões) mas estava lá sempre, no fundo da minha cabeça a necessidade de lá ir. Talvez soubesse que só lá devia ir na altura certa e que esta ainda não tinha chegada
Neste 3 meses tenho vivido muito depressa, muitas coisas aconteceram, diariamente tudo muda. Tive dias que podiam dar um episodio do “24 Hours”. Não que a mudança me incomode, até pelo contrário, mas acho que já chegou a altura de subir à montanha (literalmente)e olhar lá de cima para o que se passou.
A minha disponibilidade disse-me para lá ir amanhã.
Ao contrário das outras vezes, em que fui em grupo e tive de me encontrar no meio dele, desta vez vou sozinho.
Disponível.

Até segunda!

16.10.06

Intimidade


Domingo de madrugada

Depois de sair da discoteca, apeteceu-me dar-lhe a mão. Estendi-a e ela apertou-a. Sem segundas intenções, simplesmente porque nos apeteceu ir de mão dada pelas docas até ao carro.

Fazia todo o sentido depois do jantar partilhado, dos disparates ditos no carro (O Pujante Bogas começa a ter um clube de fãs tambem...) das horas de conversa, do anel luminoso, de tudo o que se tinha passado.

Sabe bem andar de mão dada. Sentir os dedos entrelaçados, o toque e o calor da pele, os braços juntos, os ombros que se tocam.

Tambem era um contraponto, um manifesto, se quiserem, ao ambiente do mais sórdido e fácil engate que estava lá dentro. O Havai sempre foi um local de engate, mas naquela noite estava completamente demais. E o pior era que eles e elas eram tão ávidos que se tornavam feios. Não havia ali sedução. Era um mercado de corpos, puro e duro.

Por isso fazer aqueles metros de mão dáda com ela, era como dizer que há coisas mais importantes que o sexo.

Sexo é fácil de obter! Bastava eu ter abanado o meu bom aspecto em frente de uma das Shakiras que lá estavam ( com dois bacardis já se vê Shakiras...) durante 3 minutos e a seguir pegar nela e estava feito. Fácil!

Agora aquilo que havia entre nós (o Zuko e a Amiga) é que é dificil de encontrar, de criar e de manter.

É aquilo que procuro, é aquilo que me faz correr, é aquele calor que nos aquece a alma, para alem do sexo e da paixão e que assusta tanta gente.

Intimidade.

12.10.06

Mortal Kombat

Genérico
Há pessoas que julgam que existe uma Grande Conspiração contra elas, que de alguma forma aquilo que lhes é devido (como se houvesse alguma coisa devida nesta vida...) é-lhes sistematicamente roubado por outros. No fundo acham sempre que a culpa é de terceiros, porque são demasiado inseguros para admitir e corrigir os próprios erros.
Quando este pensamento paranóico é apimentado com a necessidade de afirmação masculina, obtém-se um cocktail explosivo, que só a aguarda uma descarga de adrenalina para fazer estalar a fina camada de convenções sociais e partir para a agressão.
E nessa tarde, o cocktail Molotov estava pronto para explodir e eu ia pegar-lhe fogo.

Take one
Domingo á tarde, num estádio raiano
Aqueles 7 tipos tinham passado o dia a armar confusão dentro e fora do campo. Já tinham empurrado um dos meus árbitros, tinham ameaçado outro por presumível arrastar de asa para a namorada de um deles e infelizmente a organização do torneio mando-os passear quando disseram que já não queriam ser arbitrados por nós o que seria um alivio. J
Por isso, quando os jogadores eliminados fizeram uma espécie de invasão de campo por (mais uma vez...) não concordarem com a decisão de um dos árbitros, eu intrevi e, usando os meus poderes de juiz, expulsei da prova esses jogadores por conduta anti-desportiva e com isso acendi o rastilho.

Take two
Rastilho
-Anda cá! – O matulão de olhar de pitbull ficou á minha frente, desafiante. – Onde é que está o teu capitão?
Lá o encontrei no meio das máscaras que rapidamente me rodearam, ao cheiro do sangue.
- Este gajo – disse eu espetando o dedo no peito do pitbull – hoje já não joga mais!
Nesse momento eles explodiram.

Take three
Explosão
Não me consigo lembrar bem do que se passou a seguir. Lembro-me de ter a clara noção de que me iam bater e de que, como eram uns matulões com o físico entre o segurança e o culturista, não valia a pena tentar defender-me da mão que me segurava o pescoço e me empurrou por um momento.
Lembro-me também de não ter uma pinga de medo, o que surpreendeu o miúdo de 10 anos que ainda está dentro de mim e que era aterrorizado pelos matulões da escola.
Virei-lhes as costas e foi até á rede de protecção que delimitava o campo, comunicar a penalização á organização. Eles vieram atrás de mim, como uma alcateia a ladrar e, apesar de estar preparado para isso, nenhum me tocou.

Take four
Estilhaços
Estava eu a dirigir-me para o carro para ir buscar o meu saco para mudar de roupa quando sou interceptado por um gajo de tronco nu e braço tatuado. A perfeita imagem da intimidação macho man. Pega-me no braço, diz que quer falar comigo, mas eu ignoro-o
Se ele quiser bater-me, que me bata! Quero lá saber dele! Estou cansado de 12 horas continuas de trabalho sempre em pé e a correr, quero tomar um banho e mudar de roupa e não tenho tempo para aturar este tipo.
Ele vem atrás de mim a barafustar, e somos seguidos por outros jogadores que o tentam parar e pelos invitáveis mirones.
Mas mais uma vez, o pitbull ladrou, mas não mordeu.
O miúdo de 10 anos tinha vencido o matulão da escola

Genérico final
A frase do dia
- Chamem a GNR que eu pego fogo a isto tudo! :)

4.10.06

Highlander

Take one
Hoje, à pouco
O meu colega deixou-me perto da Avenida de Roma. Passeei por ela ao fim da tarde, como fazia há 20 anos atrás. Inevitavelmente entrei na Barata, aquela hora quase deserta e perdi-me por ali um pouco. Encontrei-me cá fora e fui até à Bertrand.
Acho que alguns dos meus primeiros livros foram comprados lá. Tenho a certeza que a minha primeira Penthouse saiu dali, debaixo dum braço nervoso, rapidamente transportada para o meu quarto.
Depois deste breve passeio olhei em volta. Já estava escuro. Gosto destes fins de tarde de Outono, quando a noite cai de surpresa. Vi duas lojas e um café que já não existiam mas de cujas histórias eu ainda me lembrava.
Segui pela João XXI, até ao Areeiro. A pé.
Voltava para casa a pé, como antigamente.
Andar a pé por Lisboa para mim é uma coisa única. Só assim é que percebemos verdadeiramente onde estamos e por onde andamos. De carro é demasiado rápido, de transportes é muito confuso. Só a pé é que os espaços e os tempos fazerem sentido.
Só a pé é que vi novamente 2 miúdos a dar carolos num terceiro que tinha engatado uma americana. Só a pé é que vi 4 tipos numa mesa de café a combinar a próxima jogada de um Play By Mail. Só a pé é que vi a casa de uma colega de Liceu a quem eu nunca tinha confessado o meu amor.
Só a pé é que me lembrei novamente da pergunta.

Take two
Num Sábado à noite, depois do Melhor Bolo de Chocolate do Mundo

- Mas quanto te lembras disso, não te sentes velho?... – Perguntou ela. Tinha acabado de virar os 30 e aquela noite era a minha prenda de anos para ela.
Aproveitando a janela panorâmica do restaurante sobre o Saldanha, tinha-lhe contado duas histórias separadas por metros e anos, como um exemplo do que agora sinto quando ando por Lisboa. A pergunta era inevitável e foi feita já nas escadas, quando saiamos.
- Não. Sinto-me… com memória. Cheio de memórias. Mas velho não.

Take Three
Hoje, quase a chegar a casa
Tenho memórias que vão mais fundo do que a vida de muitas pessoas com quem me dou. Lembro-me dum tempo antes de elas terem consciência de existirem.
Mas neste crepúsculo, ao chegar a casa, comigo ia não só o passado, mas também o futuro. Sentia-me novamente como o Highlander no topo da colina, aspirando o ar frio da noite que iniciava.

Bem!


Sabem aqueles dias em que nos sentimos bem, mas mesmo, mesmo bem?

Mas mesmo , mesmo bem, assim bem, bem mesmo?

Em que mesmo que se apanhe uma molha, nos sentimos mesmo, mesmo, mesmo bem?

Que acordamos com sono, mas no duche o universo faz sentido e estamos bem, mas mesmo , mesmo , mesmo, mesmo, mesmo bem?

E depois quando andamos meia hora a pé pela cidade, e nos cansamos um bocadinho, estamos bem, mas mesmo, mesmo bem?

E o café na empresa até sabe bem, bem, bem, mesmo?

E o administrador que nunca nos fala até está simpático, mas continua a ser um bem, sei lá?

E prontos, tudo, mas mesmo tudo está bem que até apetece chegar ao topo das escadas e dizer : “I’m king of the world!”

E que estou tão bem, mas mesmo bem, que até era capaz de animar o pessoal que está a trabalhar e se sente mal, mal, mal?

Mas assim, mesmo, mesmo, mesmo, bem?

Sabem? Sabem?

...

È hoje.

29.9.06

O Monstro do Pântano


Há uma região pantanosa onde um gajo pode cair na relação com elas. É quando é invocado o temível VSSA (Vamos Ser Só Amigos).

Isto significa que um gajo fez tuuuuudo mal! Tuuudo mal! É que elas são um bichos muito esquisitos e se um homem diz a uma mulher que ela é a pessoa mais incrível do universo, que a acha linda, que está perdidamente apaixonado por ela e que quer ter a honra de passar o resto da vida dele a seu lado, o mais provável é receber um bocejo, seguido dum VSSA (Vamos Ser Só Amigos), enquanto ela desvia o olhar para o sacana que só a quer levar para a cama para depois se ir gabar aos amigos de que deu com os pés em mais uma gaja.

Um tipo nunca pode dizer uma coisa destas antes de ter dado umas quecas com uma gaja, senão corre o perigo de ela lhe atirar com um VSSA, só por piada. Depois, tudo bem! Durante, ainda melhor! Mas antes, não!

Isto significa que um gajo tem de ser um bocado sacana e fazer-se difícil para evitar este pântano, por muito sinceramente apaixonado que ele esteja. E ainda acham estranho que os homens sejam um bocado malucos... Se um gajo é sincero, vai logo para a prateleira!

Está provado que elas preferem os sacanas porque acham sempre que lhes conseguem dar a volta e redimi-los de uma vida de pecado. É obvio que não conseguem (ou não conseguem para sempre...), mas o efeito é o mesmo: o apaixonado fica no pântano, o sacana é levado para a cama.

A solução para quem apanha com um VSSA é fácil: Deixa uma mensagem no telemóvel a dizer que foi para o Tibete (Sim, porque quem invoca um VSSA é moça para depois nos convidar para um jantar com ela e o sacana que a anda a comer – na base da amizade, claro!), não atender chamadas nem aparecer em lado nenhum, comprar uma pulseira de contas budista numa loja dos chineses e só aparecer à moça passados 4 meses com um novo corte de cabelo e um ar cool de quem já viu tudo, lá do alto dos Himalaias.



Nota: Outro monstro do pântano que tem sido invocado por moçoilas mais novas é o TPMG (Tu Para Mim és Gaja). Na minha modesta opinião este não é assim tão perigoso como o VSSA, uma vez que deixa em aberto a possibilidade (implícita?...) de ela gostar de mulheres, nem que seja ás vezes. Mas como todo o monstro do pântano, o TPMG deve ser tratado com respeito e cuidado. No entanto é um bocado menos agressivo que o VSSA, e permite alguma margem de manobra para mudarmos de posição e assim fugirmos dele.

28.9.06

Obrigado!

Já estou melhor e a bombar.

A proposito de bombar...


Pump It
By Black Eyed Peas
CodesAndLyrics.com

27.9.06

O Sexo e a Cidade


Take one
3h da manhã, há algumas semanas atrás.
Regressava a casa, á boleia do disco voador de um amigo. Tínhamos estado toda a noite a falar acerca dum tema de nos apaixona: Mulheres.
De repente, tenho uma revelação:
-Sabes?... Tenho a impressão que toda uma geração de mulheres que agora têm à volta de 30 anos e que são bonitas, interessantes e independentes, vão ficar sozinhas... E é uma pena.
-São muito exigentes...
Continuámos em silêncio pela noite.

Take two
Agora, por estes dias.
Tenho a honra de privar com várias mulheres com muito em comum (apesar de cada uma ser única!) Idade entre os 23 e os 40, bonitas, interessantes, profissionais, urbanas, umas com filhos, outras casadas, todas com uma coisa em comum: Queixam-se dos homens!

Se generalizarmos, estamos a falar de um milhão de mulheres que, na sua generalidade, sente que os homens da mesma faixa etária, não correspondem ás suas expectativas.

Ora isto, visto à luz da sociologia de pacote que é este blog, é um caso muito sério, se pensarmos na quantidade de infelicidade, solidão e tristeza que uma situação destas causa. Um problema desta amplitude, tão generalizado, tem de ter uma causa comum. Simplesmente não pode ter sido obra de uma serie de casos particulares.

O pessoal que hoje tem cerca de 30 anos nasceu durante os anos 70 e cresceu durante os anos 80. Algo aconteceu por essa altura que provocou esta divergência entre os papéis esperados do homem e da mulher. Algo ao nível da educação. Mas o quê concretamente, continuava a iludir-me

Take three
Ainda mais recentemente
Num dia destes, ao falar com uma dessas amigas, ela teve uma ideia brilhante: Inverter a questão! Dizia ela que não são os homens que estão mal. Para dizer a verdade eles até estão a fazer exactamente aquilo para que foram educados. As mulheres é que deram um salto e fugiram do padrão de comportamento no qual foram educadas. Não quiseram ser só as donas de casa e mães extremosas que viviam em função de um casamento, ao qual chegavam virgens e que era o objectivo supremo da mulher, tal como lhes foi dito pelas mães e pelos contos de fadas. Quiseram também ser profissionais competentes com carreiras meteóricas e montes de outras coisas que dai advêm. E bem!

Este modelo de comportamento é divulgado num sem número de publicações femininas e também na série que dá o nome a este post. Semanalmente, durante 6 anos, seguimos a vida atribulada de 4 mulheres à procura de amor e sexo (não necessariamente por esta ordem…) na cidade, não contando com as reposições. Este reforço de um modelo de comportamento e das expectativas que dai advêm, teria de forçosamente produzir os seus frutos.

Mas voltemos aos homens…

Take four
Agorinha mesmo!
Ora o que é que há para os gajos? Que publicações é que há especificamente para o publico masculino e o que é que elas dizem?

Há a Bola e a FHM (e todos os títulos do género, que aqui não dá para mencionar, mas que vocês já perceberam a ideia)

Pois… Futebol ou mamas…

Não preciso de escrever mais nada, pois não?

23.9.06

Mental Note 39

Eu já tinha dito a mim mesmo que nunca mais ia fazer uma coisa destas...

Fazer posts encadeados uns nos outros não está com nada! Passados dois ou 3 dias uma pessoa já não tem vontade, já não acha piada, a vida muda e o blog lá fica parado, á espera de algo que não se sabe bem o quê.

Mental Note: Quem é que agora quer saber que o Brad Pit nem ia olhar para as que o escolheram, enquanto que o Mr. Bean, apesar de trapalhão, até beijava o chão que elas pisam? A quem é que hoje interessa saber que achamos sempre mais interessante uma aventura fugaz que uma vida monótona, mas segura? Tudo isto porque no fundo somos apenas animais com cultura.

PS: Não, não foi engano... Há que quebrar rotinas

18.9.06

Parentisis

Fez o teste.

Pousou a mão na mesa e abriu os dedos. A resposta não se fez tardar. Ela pousou a mão na dele e apertou-a Os olhos dela confirmavam a mão ao dizerem “Gosto de ti...”

Era tão estranho... Como é que alguém podia gostar dele? Não é que ele fosse má pessoa, bem pelo contrário, mas dai até alguém gostar genuinamente dele?... Aqueles olhos não mentiam. Começou mentalmente a enumerar qualidades suas, cada uma delas potencialmente capazes de merecer a admiração e o carinho de uma mulher, mas dai até GOSTAREM dele?... Gostarem?

- Bom, vamos fazê-la feliz... – Pensou. Apertou a mão com estudada suavidade, sorriu de volta e os olhos dela iluminaram-se.

17.9.06

O Teste - Resposta aos comentários do post anterior

Creio ter-vos chocado com o post anterior, coisa que me apraz de sobremaneira.

Deixem-me dizer que a teoria não é minha, mas sim de um ramo da psicologia evolutiva. Não fui em quem inventou o Amante ou o Pagante, mas alguém que percebe mais disto do que eu e chegou a estes dois arquétipos. Deixem-me só acrescentar que, a título de curiosidade, no lado feminino os arquétipos são a Madona (a dona de casa) e a Puta (dispensa explicações...)

Claro que estes arquétipos mexem connosco porque não encaixam nos cânones do amor romântico tal como ele foi inventado no século XIX, nem são politicamente correctos, bem pelo contrário. Era bonito que fossemos como os gansos e que acasalávamos monogamicamente para a vida, mas se assim fosse, eu não estava a escrever isto porque a espécie Humana não tinha chegado até hoje. Com um filho por parto, longos períodos de criação, mortalidade infantil elevada e baixa esperança de vida a única solução para a sobrevivência do grupo era ter simultaneamente o máximo de mulheres no ciclo de reprodução (a acasalar, grávidas ou a cuidar de filhos) usando os genes do melhor homem disponíveis. Não é uma visão muito romântica, mas eles não se podiam dar a esse luxo: Para encontrar o próximo jantar não lhes bastava ir ao McDonalds.

Bem, mas vamos ao teste: Dos dois homem que estão aqui em baixo qual é que vocês (comentadoras assíduas) escolhiam?

Na quinta eu dou a "resposta" ao teste...

12.9.06

A Guerra do Fogo


Estavamos numa tarde destas a beber morangoskas, quando a Inconfidente2 diz que estava a trabalhar num post sobre os 3 tipos de mulheres: As para mostrar, as para casar e as para falar. Como já estava há algum tempo para falar de homens (sempre na optica do serviço publico para as minhas leitoras) aproveitei o mote e cá estão os homens aos olhos das mulheres.



Existem basicamente dois tipos de homens, do ponto de vista das mulheres. Estes tipos foram desenvolvidos ao longo dos milhares de anos do Paleolítico e Neolítico e, apesar de coisas como civilização ou igualdade dos sexos afectarem este modelo, ele continua a funcionar no mais fundo da mente feminina.

5000 anos de civilização e 40 de pílula não são nada para a criação de comportamentos e emoções, comparados com 150.000 anos a viver em pequenos grupos numa gruta.

Ao contrário de um homem, para uma mulher o sexo tem consequências de longo prazo. Cada contacto sexual podia potencialmente representar 9 meses de gravidez e 10 anos de cuidados. Dada estas implicações a escolha do parceiro reveste-se de especial importância para uma mulher. (para um homem quase que basta que ela seja saudável e possa ter filhos, que é como quem diz, que seja bonita e tenha um aspecto jovem)

Idealmente, na melhor das grutas, o parceiro ideal seria o gajo com mais bom aspecto (= Bons genes) e com mais recursos que depois pudesse usar para cuidar dela e dos filhos. O problema é que raramente estes requisitos se encontravam num mesmo homem, e se isso acontecia, rapidamente o homem era ocupado por outra mulher. Os gajos com bom aspecto tendiam a ser um bocado para o “Rebeldes sem causa”, mais preocupados com a caça ou a guerra, do que em constituir famílias. Mas eram excitantes e constituíam um trofeu importante para o prestigio social de uma mulher, em relação ás outras. Os com mais recursos eram mais velhos e sobreviventes de uma vida agitada e perigosa, dai quererem sopas e descanso, óptimos para ficarem na gruta a brincar com os filhos, mas que os tornava numa coisa temível, aos olhos de uma mulher: Chatos e previsíveis!

Assim temos, para as mulheres, dois tipos de homens:



Os Amantes – Aqueles cujos genes são bons para a procriação da espécie, e para apresentar ás amigas como o novo namorado, ao mesmo tempo que fazem o sorriso “Eu tenho um e tu não!”



Os Pagantes – Aqueles que têm recursos para dar a uma mulher e aos filhos dela, sendo que hoje recursos já não são só peles e carne, mas também tempo, humor e companhia, para alem dos tradicionais cartões de crédito e carros.



Muitas mulheres preferem manter uma relação de longa duração (Casamento, por exemplo) com um Pagante que lhes dá a segurança e estabilidade necessária, mas não deixam de suspirar pelos Amantes que passam. Por acaso este até tem sido um tema recorrente da literatura romântica: A jovem esposa que foge com o jardineiro, por exemplo.

Já as relações com os Amantes são coisas muito intensas, eventualmente tempestuosas, gratificantes a nível sexual e emocional, mas normalmente a sua duração é menor.

Hoje em dia, apesar de estes modelos ainda existirem, há algum esbater dos papeis, já que com o aumento de longevidade (hoje vivemos o dobro do que no Paleolítico) e com várias influências culturais permite a um homem assumir os dois papeis em simultâneo ou sucessivamente.

Mas o modelo continua basicamente a funcionar e a determinar as relações Mulher-Homem...

6.9.06

Olivers Twist


- Meia cebola
- Meio tomate
- Uma tira de pimento
- Uma embalagem de 200 gr de salmão fumado
- Um limão
- Duas fatias de pão
- Uma garrafa de Havana Club
- Uma embalagem de Nachos
- Gelo
- Salsa
- Sal
- Azeite
- Vinagre
- Acuçar
- Hortelã
- Umas horas no MSN e um telefonema muito interessante

Enche-se um terço do copo com o Havana, deita-se duas colher de açucar, mexe-se.Enche-se com gelo e hortelã, uns nacos de limão e completa-se com agua. Mexe-se tudo.

Bebe-se um gole e pegamos na faca.

Pica-se a cebola, o tomate, o pimento e a salsa, tudo muito fino. Deita-se numa taça, acrescenta-se sal, azeite e vinagre, mexe-se e está feito. Serve com os nachos que são usados como colheres. Me gusta la Salsa Mexicana!

Mais um gole que está calor!

Num prato dispõe-se o salmão e rega-se com limão e sal. Feito! Acompanha com pão e mais um gole de Mojito! Carpaccio de salmão como deve de ser!

Bolas. O copo já está vazio... NO PROBLEMO DUDE! Mais um bocado de Havana, agua e gelo e está feito!

Siga para bingo!

Durante o jantar dou por mim a ver a "Sinhá Moça". A minha mãe não quis provar nada... Algumas coisas nunca mudam...

Depois, acabado o mojito duplo (ou era triplo...sei lá!) ligo o MSN e fico á espera da minha filha.
Entretanto, vou trocando as letras todas com quem vai aparecendo, o que diverte o pessoal. Passo a beber só agua, senão ainda julgam que sou croata.

Por volta da uma vou deitar-me no divã com um grande sorriso. Obrigado a todos os que estiveram comigo!

Ps: A almofada é muito alta! Tenho pescoço todo torto.

1.9.06

Rumos

Funciona sempre…

A loura esvoaçante do Audi TT olhou para mim, quando passei por ela no Pujante Bogas a som dos “Pump It” dos Black Eyed Peas, ao passar por baixo do Aqueduto.

Regressei a Lisboa.

Significativamente, a primeira coisa a mudar de casa foi informação e contactos sociais, guardados numa pen.

Se a minha vida está a mudar, que não seja só no estado civil, mas também noutras esferas. Que seja um efectivo inicio de um novo ciclo de vida.

Neste momento e pela primeira vez na minha vida, escrevi num papel os meus objectivos a 3 meses para diversas áreas (social, profissional, pessoal, afectiva, económica) e noutra objectivos a um ano, sendo estes consequência e prolongamento dos primeiros. Depois numa outra folha comecei a escrever como atingir esses objectivos. O que é necessário fazer, o que já tenho que me pode ajudar, o que ainda me falta e quem me pode ajudar.

Por isso, quando, noutro dia, me disseram que me achavam perdido, só pude responder que nunca me senti tão encontrado.

24.8.06

Pretty in Pink





Take one
- Então como é que é? - Perguntou o Caruja, enquanto se encostava á parede.
- Pá! Não tenho carro... – Pedro, com o seu ar de pintas, tinha carta, mas não tinha carro. Ás vezes conseguia pedir emprestado o carro do pai ou da namorada oficial, mas nem sempre.
- Ei!!! Vocês não me digam isso... – João encostou-se na parede ao lado de Caruja e olhou para um vizinho que passeava o cão à noite, por entre os carros estacionados ao longo do passeio. Era claramente uma noite de azar. De calor e azar. Estava difícil combinar aquela ida à Costa...
- Pá... Vamos de autocarro. – Disse o Caruja olhando para João.
- Feito!


Take Two
- Aí é assim? Aí vocês são assim? Deixam-me sozinho? Então olhem, aqui há-de sentar-se uma loura que é para vocês verem! – Disse João batendo no banco do autocarro a seu lado.
Pedro e Caruja tinham-se sentado juntos, deixando João sozinho.
Ainda trocaram umas frases, até ao momento em que uma rapariga loura, de calções curtos e t-shirt justa se sentou ao lado de João...
O Destino brincava com eles.
Depois de um momento de olhares cúmplices, não aguentaram mais e desataram todos a rir.
João era um tipo tímido, que nunca metia conversa com ninguém que não conhecesse. Não por achar que nada tinha de interessante para dizer, mas por uma questão de baixa auto-estima e insegurança, porque depois de estar enturmado era o melhor dos conversadores.
E aí novamente o Destino agiu. Nesse dia ele fez o impensável:
- Olha, desculpa, mas tenho de te contar porque é que nos estamos a rir – disse ele para a rapariga.

Take Three
Ela chamava-se Helena, vivia em Newark, USA, estava cá de férias em casa dos tios (ou seria dos avôs?) para conhecer Portugal e dali a 2 dias ia-se embora para casa.
Falaram o dia inteiro enquanto ganhavam um escaldão, apesar do protector passado por um no outro e dos mergulhos partilhados. O Pedro aparecia de vez em quando, via como estavam as coisas, comia uma sanduíche e empurrava o Caruja para mais uma corrida até ao Meco ou á Fonte da Telha.
No fim do dia, já de regresso a Lisboa, trocaram números de telefone e combinaram encontrar-se no dia seguinte, nas Amoreiras recém inauguradas e o ex-libris da Lisboa “moderna” da era Abecassis.
Despediram-se todos e depois, quando já estava suficientemente longe dela e o silêncio se tornava insuportável, João perguntou a sorrir:
- O que é? O que é que foi?
- Este cabrão engatou-me uma gaja! - Disse Caruja, dando-lhe um carolo.
- Uma americana! Este gajo engata-me uma americana! – Mais um carolo…
- E viste o pernão dela? Espectáculo...
- Qual pernão, pá... Eu ‘tava era a ver as mamas! Bem, pá, depois queremos saber tudo! – Outro carolo.
- Foda-se pá! Parem lá com os carolos! A gaja é gira, sim e depois?
- Gira??? Gira??? A gaja é BOA! Foda-se! A primeira gaja que este tipo engata é um avião.
- Não é primeira... – mentiu João.
- Claro... – Disseram eles com um sorriso enquanto desciam a Almirante Reis aproveitando os últimos momentos de sol

Take Four
Combinar encontros nos anos 80 tinha uma serie de rituais bem definidos.
O facto de não haver telemóveis significava que era necessário apanhar a outra pessoa em casa; o que podia implicar alguns telefonemas a diferentes horas; marcar com ela uma hora e local específico e depois esperar, sem haver qualquer possibilidade de contacto a partir do momento em que um deles saia de casa. Basicamente esperava-se com esperança e desesperava-se!
Com umas calças brancas e uma camisa á Parker Lewis, comprada em Badajoz quando fez 20 anos e era contrabandista, João desesperava na entrada das Amoreiras.
Finalmente Helena chegou, com um top rosa shoking, um blusão de ganga cheio de aplicações, uns corsários brancos justos em cima a acentua-lhe o rabo e um par de ténis verde florescente. Vinha maquilhada e de unhas arranjadas, o que lhe dava um ar mais provocante e um pouco excessivo. Americanas, pois… É como nos filmes!
Andaram por ali um bocado, lancharam, viram os cartazes dos filmes que estavam em exibição. “Pretty in Pink” tinha sido o último filme que ela tinha visto.
Ele aproveitou também para comprar o último número da “L’Echo des Savanes”, uma revista de BD francesa muito à frente, onde Manara publicava as suas histórias antes de saírem em álbum.
- Is it pornographic?
-No, its erotic - e passou-lhe a revista para as mãos. – Eu adoro Paris – disse ela enquanto folheava a revista com ar interessado
- Eu vou a Paris em Setembro...
- Nice! Then we can meet there!
Nessa altura era só conversa de circunstância.

Take Five
Nesse dia deambularam de taxi por Lisboa, jantaram aqui ou ali, sentaram-se em frente á Sé que tem 1000 anos
-Gosh…
Seguiram de mãos dadas até á Cerca Moura, onde, depois de um momento em silêncio lado a lado a observar as luzes no Tejo, ele disse.
- I want to kiss you...
Ela sorriu e aproximou-se. Quando se afastaram, lambendo os lábios ela disse:
- You’re a good kisser…
Ele sorriu e voltou a beija-la., desta vez com dentadinhas nos lábios e línguas a tocarem-se. Tinha acabado de dar o seu primeiro beijo e não se tinha saído nada mal.

Take Six
Terminaram o almoço no restaurante do aeroporto. A bagagem dela já tinha sido despachada e dali a uma hora estaria a voar de volta a Newark. Tinham passado os dois últimos dias juntos, só indo ás respectivas casas para mudar de roupa. Estavam apaixonados como só estão aqueles que sabem que o seu tempo tem um fim.
Tinham prometido encontrarem-se em Paris, em Setembro. Trocaram moradas e número de telefone de onde iam ficar. O primeiro a chegar, deixaria uma mensagem para o outro a marcar um encontro. Ainda por cima em Setembro ela fazia anos e por isso havia a possibilidade de as coisas coincidirem.
-You’ll love Paris... It’s you kind of city. It’s your face!
- Espero que sim…Nunca lá fui, mas acho que vou gostar. Buy I’ll find it empty if you dont go...
- So sweet…
Quando o avião descolou, ele entrou num taxi e foi ao cinema ver o filme. Segurava com força, no seu bolso, o brinco que lhe tinha pedido quando se despediram.

Take Seven
Paris was empty.
Não havia sinal dela. Nenhuma mensagem, no hotel não estava, nada! Empty...
E ela tinha razão. Ele adorou Paris!
Foi um tremendo choque cultural e foi a viagem que mais o marcaria toda a vida.
No dia de anos dela, comprou um frasco de Anais, o perfume favorito dela, uma rosa vermelha, meteu tudo numa embalagem postal juntamente com uma carta e enviou-a para os Estados Unidos.

Take Eigth
A caixa chegou a Newark passados dez dias. O carteiro não esteve para bater duas vezes e deixou a caixa no apartamento do lado, que era da mãe da Helena. Coisa de bairro onde todos se conhecem...
Intrigada a mãe abriu a caixa, viu o perfume, a rosa já seca e leu a carta.
Quando Helena chegou a casa viu a caixa aberta. Antes que tivesse tempo de se recompor, a mãe perguntou-lhe:
- E agora? O que é que achas que o teu marido vai fazer quando vir isto?


Genérico Final
Pretty In Pink - Psicadelic Furs

Caroline laughs and it's raining all day
She loves to be one of the girls
She lives in the place in the side of our lives
Where nothing is ever put straight
She turns herself round and she smiles and she says
'This is it, that's the end of the joke'
And loses herself in her dreaming and sleep
And her lovers walk through in their coats

She's pretty in pink
Isn't she
Pretty in pink
Isn't she

All of her lovers all talk of her notes
And the flowers that they never sent
And wasn't she easy
And isn't she pretty in pink
The one who insists he was first in the line
Is the last to remember her name
He's walking around
In this dress that she wore
She is gone
But the joke's the same

Pretty in pink
Isn't she
Pretty in pink
Isn't she

Caroline talks to you softly sometimes
She says 'I love you' and 'Too much'
She doesn't have anything you want to steal
Well, nothing you can touch
She waves
She buttons your shirt
The traffic is waiting outside
She hands you this coat
She gives you her clothes
These cars collide

Pretty in pink
Isn't she
Pretty in pink
Isn't she

18.8.06

Maiami Vai-se

O Maiami Vai-se era o filme onde eu gostaria de ter vivido quando tinha19 anos e era um puto estúpido (agora sou só estupido...)

Quantas vezes eu fiquei com aquele ar sério de quem está a controlar tudo na discoteca, como se estivesse á espera de uma troca de droga ou um atentado que me levariam a irromper pela multidão que dançava, para salvar a donzela em perigo, passando por cima de 3 ou 4 seguranças.

Quantas vezes sonhei que em vez de voltar para casa sozinho e a pé, (Mas alguma rapariga tem pachorra para um gajo que fica a noite toda com ar de guarda-costas?) voava num pujante carro com 1 loura e 1 ruiva (sempre tive a mania das grandesas!) no banco.

Quantas vezes gostaria de ter salvo a menina, para depois a deixar ir á vida dela, num The End melacolico ao por do sol.

Uma coisa que permanece desde essa altura é que gostaria de viver naquelas casas espectaculares á beira mar e não me importava de ter a conta bancária que eles aparentam ter, o que me faz pensar que se calhar ainda sou um puto estúpido.

(Ora cá está a prova! Estamos mesmo na Silly Season! Depois das reportagens folcloricas na TV acerca do aumento do volume de négocio das sex-shops, até o Citizen Zuko publica uma coisa destas)

13.8.06

The Break-up


As separações fazem parte das relações do mesmo modo que a morte faz parte da vida.

Não da vida de um individuo concreto, como eu ou vocês, mas da Vida, enquanto estado da matéria. A morte é o mecanismo pelo qual a Vida se renova, se recicla.

Do mesmo modo, a separação de duas pessoas que estiveram juntas, é a oportunidade de ambas se renovarem, se reciclarem.

Não quero com isto dizer que todas as relações tenham forçosamente de terminar numa separação (Por acaso até tem, quanto mais não seja quando “a morte os separe”) Quero dizer que a possibilidade da separação deve ser encarada por um casal da mesma forma como deve encarar a morte: Que eventualmente um dia ela chegará, mas não vamos viver em função disso.

Não é por isso vamos deixar de ir á praia hoje.

Uma das coisas que mais stress causa numa relação é o medo. Medo do que é que o outro irá pensar, medo de ficar sozinho, medo de assumir, medo de falar, medo… O medo existe por causa do futuro. É porque tememos o que o outro pode vir a pensar (futuro) do que dissermos, que nos calamos.

Mas o futuro (ainda) não existe. A única coisa que existe é hoje, neste momento, agora. O futuro é uma construção mental. É um artificio para tentarmos controlar a nossa vida e a dos outros, mas isso é uma coisa que nós sabemos que é quase impossível de conseguir, dada a imensa teia de interacções que permanentemente nos estão a afectar. Tentar agarrar-nos rigidamente a um futuro imaginado por nós, só vai causar frustrações e amarguras.

Isto não quer dizer que não se deva fazer planos, simplesmente eles devem ser muito flexiveis e não devemos entrar em stress se não se cumprirem esses planos, porque isso é o mais provável de acontecer.

Chales Chaplin disse um dia uma frase fabulosa que é: “A vida é bela se não tivermos medo”


Fiquem (Hoje!) bem.


Bob Sinclar - World Hold On(Children Of The Sky)
Open up your heart, what do you feel
Open up your heart, what do you feel… is real

The big bang may be a million years away
But I can’t think of a better time to say

World, hold on
Instead of messing with our future, open up inside
World, hold on
Wonder you will have to answer to the children of the sky

World, hold on
Instead of messing with our future
Tell me no more lies
World, hold on
Wonder you will have to answer to the children of the sky

Children of the sky…
Children of the sky…

Look inside, you’ll find a deeper love
The kind that only comes from high above

If you ever meet your inner child, don’t cry
Tell them everything is gonna be alright

World, hold on
Instead of messing with our future, open up inside
World, hold on
Wonder you will have to answer to the children of the sky
World, hold on
Come one, everybody in the universe, come on
World, hold on
Wonder you will have to answer to the children of the sky
Children of the sky… alright

Open up your heart
Tell me, how do you feel
Listen now, tell them everything, right here right now

Alright, everybody, here in the world
You are all the children, alright
Together now, unite, and fight… oooh

Open up you heart, no, peace, love for everyone
Oh, no no no no no, alright, to the four corners of the world

Sing it loud, sing it loud, sing it loud loud loud world hold on on sing it loud, sing it proud everybody, yeah yeah yeah yeah, oooh

Don’t take no for an answer, no no, not today
Right here,spread love, everybody join together now

One [race], one heart, love and unity, everybody sing yeah!
World, hold on
Come one, everybody in the universe, come on
World, hold on
Wonder you will have to answer to the children of the sky
World, hold on
Come one, everybody in the universe, come on
World, hold on
Wonder you will have to answer to the children of the sky