22.2.07

My Way


Take one
Pararam na última esquina. Aquela onde os caminhos se separavam.
- Lembras-te no nosso primeiro jantar? – Perguntou ele.
- O nosso primeiro, a dois?
- Sim… Aquele em que depois andamos a pé 3 horas por Lisboa à noite e não estivemos calados um minuto.
- Sim… – Disse ela com um sorriso
- E repara neste, comido em meia hora, seguido de meia hora de silêncio até aqui.
Ela sorriu e encolheu os ombros.
Estavam agora lado a lado, mas cada um virado para a direcção que iria seguir. Ela pegou-lhe na não, um pouco a medo. Deram um aperto de mão e ele puxou-a para um abraço. Ficaram assim agarrados com força, por tudo o que foram e por aquilo que poderiam ter sido. Depois afastaram-se, deram um último beijo, desejaram-se felicidades e cada um seguiu o seu caminho.


Take Two
Este blog já fez dois anos algures este mês. Isto para a blogosfera, onde tudo é muito rápido é como ter 200 anos na vida real, que por sinal foi a idade que já me deram, e se calhar com razão. Durante este tempo o Citizen Zuko foi um prolongamento de mim, muito para alem de um vício, era MESMO uma parte física de mim. Vi aparecer e desaparecer fenómenos de criatividade e portentos da escrita. Vi recordes de visitas em blogs e de vendas em livrarias. Li milhares de comentários e devo ter feito outros tantos. Conheci dezenas de pessoas e essa é, claramente, a melhor parte que daqui levo.

Take Three
Já não escrevo com a mesma frequência ou garra de antigamente, já não respondo aos comentários em cima da hora… Estou cansado deste formato de blog e desta “linha editorial” que criei e à qual tentei manter-me fiel. Os motivos e temas que me levaram a criar o Citizen, assim como o próprio nome de Zuko (ou Zuco, é indiferente!) já não fazem sentido na minha realidade actual. Como já nem nick, nem blog fazem todo o sentido que deviam fazer…

Minhas senhoras e senhores, caríssimas comentadoras e comentadores, digníssimas leitoras e leitores, público em geral…

Este blog termina aqui!

Final Take

My way – Frank Sinatra

And now, the end is here
And so I face the final curtain
My friend, I'll say it clear
I'll state my case, of which I'm certain
I've lived a life that's full
I traveled each and ev'ry highway
And more, much more than this, I did it my way

Regrets, I've had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do and saw it through without exemption
I planned each charted course, each careful step along the byway
And more, much more than this, I did it my way

Yes, there were times, I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all, when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall and did it my way

I've loved, I've laughed and cried
I've had my fill, my share of losing
And now, as tears subside, I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way,
"Oh, no, oh, no, not me, I did it my way"

For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught
To say the things he truly feels and not the words of one who kneels
The record shows I took the blows and did it my way!

Yes, it was my way


PS: Se tiveram a paciência de chegar até aqui então parabéns que acabam de ser convidados para a festa de encerramento do Citizen Zuko, este sábado no Blues! Estejam lá a partir da meia-noite que eu também lá estou

PPS: Claro que vou ter outro blog! Procurem e encontrarão…
E não se esqueçam: Laife isa movi! Oloais si gude moves!

13.2.07

Entrevista com o Vampiro


Take One
Ontem. Por ai…
Há pessoas que nos sugam completamente.
Pessoas cuja simples presença nos faz sentir tristes ou irritados. Que nos tiram toda a energia e sem uma palavra nos atiram para o mais fundo das depressões e desespero.
Há pessoas que se alimentam da nossa alegria e força de viver. Que nos procuram com falinhas sedutoras e olhos grandes, que nos cativam com gestos e desempenhos de excepção para nos prender na sua teia e de nós se alimentarem.
Há pessoas muito tristes…


Take Two
Hoje. Por ali.
Nenhuma relação humana é neutra. Sempre que duas pessoas interagem, sempre que falam ou actuam, depois dessa interacção terminar, uma de duas coisas acontece: Ou nos sentimos melhor ou nos sentimos pior. Mesmo quando achamos que ficámos na mesma, na realidade sentimo-nos pior por causa da expectativa criada e gorada de ficarmos melhor. Se eu falar com alguém que me aqueça (que me faça rir ou pensar, por exemplo) sinto-me bem. Se falar com alguém frio (que me ignore ou desvalorize, por exemplo) sinto-me mal.
No fundo é um pouco como uma troca de energia, de calor. Humano, claro!

Take Three
Amanha. Em todo o lado!
A relação entre duas pessoas é algo que é exterior a essas pessoas. É produzido e influenciado por elas, mas é-lhes exterior.
Imaginem dois blocos frente a frente. As faces de cada bloco são irregulares, têm altos e baixos e por isso inicialmente os blocos só se tocam em alguns pontos.
Quando conhecemos uma pessoa só temos alguns pontos em comum. Instintivamente comparamos uma lista de encaixes com as da outra pessoa e com isso decidimos se continuamos ou não com a relação e que forma ela vai tomar.
Depois, com a continuação, os espaços entre os dois blocos vão sendo preenchidos. Isso é a relação.
A relação é o espaço vazio entre duas pessoas que é cheio por elas à media que se vão relacionando.

26.1.07

Profecia Celestina


Isto das coincidências é muito esquisito...

Lembram-se da fase em que tudo o que era mulher me pagava os almoços ou jantares a que ia? (Não se lembram, mas não faz mal! Aconteceu!) Inclusive da terceira vez uma delas disse-me que se acontecesse mais uma vez eu deveria considerar mudar de profissão. Aconteceu mais vezes, mas eu não segui o conselho... Talvez devesse, não sei.

Agora estou a notar mais coincidências á minha volta, as quais obviamente são possuidoras de um qualquer e incógnito significado cósmico, senão vejamos:

Tenho um grupo de 3 amigas, muito amigas entre elas, as quais são todas Escorpião e costumam andar em enxame (como é que se designa um grupo de escorpiões? Uma escorpionada?) Até aqui tudo relativamente normal.

Agora o que coloca as coisas dentro do “Isto não é normal!” é que conheço outro grupo de 3 amigas, também amigas entre elas, que são todas Touro, todas com data de nascimento a uma semana de intervalo.

Creepy!

Já sentem um friozinho ao longo da espinha? Eu também. Deve ter sido do ar condicionado que deu o berro...

E isto ainda é só o principio! Então não é que outro dia, no meio de sakes entornados, reparo que todas as 3 meninas que estavam á volta da mesa, eram de signos de Ar e que todas elas tambem eram grandes amigas tanto que duas até tinham o mesmo nome...

Se não há coincidências, então há significados. E qual é o significado de tudo isto?

Três grupos de 3 amigas todas com os mesmos signos, umas de Terra, outras de Fogo, outras de Ar...

Como sou um gajo com uma solida cultura clássica, isto faz-me lembrar a escolha que Paris teve de fazer. Um dia apareceram-lhe 3 Deusas (este gajo tinha cá uma sorte!!!!!) e pediram-lhe para escolher qual a mais bela. O que era complicado, uma vez que elas eram Deusas todas giras e com aspecto saudável e o podiam transformar em sapo a qualquer momento. (É daqui que vem aquela história de mulheres que se deparam com príncipes que depois se transformam em sapos.)

Acabou por ganhar a Afrodite que prometeu ao Paris a mais bela mulher á face da terra, (Uma tal Helena...) uma vez que Deusas era muita areia para a galera dele, donde se vê que as mulheres, mesmo as Deusas, estão dispostas a fazer tudo para ganhar concursos de beleza, mesmo dar números de telemóvel de amigas.

Mas não terminam aqui as coincidências!

Então não é que recentemente descobri que uma pessoa que conheci á pouco tempo sempre viveu em paralelo comigo, com amigos e conhecidos comuns ao longo de anos, com a possibilidade permanente de nos termos encontrado. E só nos conhecemos agora, quando já não nos damos com essas pessoas que faziam (sem que o soubéssemos) de ponte entre nós.

Isto não é normal....

PS: Os meus agradecimentos á Olivia Palito, que hoje me editou.

21.1.07

Notthing Hill


Hoje reparei que escolho casas como escolho mulheres.

O que faz todo o sentido, uma vez que estão intimamente interligadas e sem elas a vida não tem o mesmo sabor. Ter uma mulher e não ter casa é uma complicação em termos logísticos e acaba por ficar caro em hotéis. Ter uma casa e não ter mulher é uma tristeza a partir do momento em que se acaba o ultimo nível da Playstation, ou os tremoços para acompanhar as bejecas.

Tenho uma ideia do que quero, uma lista de requisitos, que considero importantes e comparo-os com o que vejo. Olho, não só para o presente, para aquilo que hoje são, mas também para o futuro, para aquilo que podem ser e o que posso fazer com elas. (As casas ou as mulheres? Já não sei...) No fundo interessa-me o potencial, talvez mais do que o actual.

Talvez por isso é que eu, andando assumidamente à procura, não tenho problema nenhum em parar o tempo que for necessário e possível, no que gosto. Não é meu objectivo entrar em 100 casas ou em 100 mulheres (apesar desta ultima ideia ter algo que me agrada, confesso...) mas simplesmente encontrar uma na qual eu me sinta bem.

Se isso acontecer logo á primeira, óptimo! Menor será a minha busca. Não vejo o interesse em andar sempre a correr atrás de um suposto ideal, sempre a achar que “somewhere over the rainbow” está o perfeito, o nirvana, o Plus Ultra.

Já há algum tempo que sei que os arco-íris são feitos de luz e água (o que não lhes retira nada da sua beleza) e que o nirvana não está ali ao fundo, mas aqui dentro.

Seja de nós, seja da nossa casa, seja de quem gostamos.

17.1.07

Sunrise


Não consigo escrever nada de jeito! Tentei várias vezes, mas não me saia nada digno dos vossos olhos.

Não consigo por no papel o turbilhão que foi este fim de semana (prolongado, uma vez que na segunda-feira estive de férias) Se até agora, desde a última semana de Dezembro, sentia que estava num parêntesis, numa pausa forçada e não desejada, como um navio parado numa calmaria, neste fim de semana as coisas recomeçaram a andar.
E a toda a velocidade!

Não consigo dizer o quanto eu estou a gostar dos lounges. E viciado em capucinos, também! São espaços giros e com bom gosto, que está a recuperar o conceito tertulico do café, onde se vai para ter dois dedos de conversa até outras tantas horas da madrugada. Gosto, pronto! Egoisticamente vou lá sempre que a companhia, ou a procura dela, o justifica.

Também não consigo transmitir o que senti quando, depois de 10 anos de interregno, voltei a entrar num campo de paintball para jogar num torneio. Simbólico e sintomático. No fundo é o que tenho feito ultimamente: Regressar a velhas arenas e entrar em novas. Apanhar uma bandeira sabe tão bem, que não dá para contar...

Muito menos tenho palavras para a emoção que foi a noite de sábado num jantar organizado por mim, com colegas de 1992/93. Na altura tínhamos 20 e tal anos e agora já estamos pelos 40. Foi completamente indescritível! Das melhores noites da minha vida, juro! Acabamos no Blues ás 4 da manhã a beber rodadas de Sprites, que é bebida para gajos duros, mas com palhinha que assim bate mais!

Finalmente também não vos consigo dizer o que é andar a visitar casas na segunda-feira, enquanto se faz contas de cabeça e se imagina o que se pode fazer com cada espaço.

E continuo a achar que o por do sol no nevoeiro era um adereço para alguém que por ali passava...

8.1.07

Sleeping with the Enemy (ou não..)



Take One
Do pior que há, é dormir numa cama fria.

Especialmente se for sozinho e se não for numa cama. (Para quem não sabe, eu não durmo numa cama, mas num tapete) Agora se também houver o hábito de dormir nu, está criada a receita ideal para a desgraça gélida.

Uma destas noites, ao deitar-me no tapete, e para combater o frio, mais da alma que do corpo; lembrei-me das últimas vezes que dormi numa cama. Facilmente me lembrei de várias, nenhuma delas minha e, não tendo grande oportunidade para reparar nelas, por chegar tarde e partir cedo, todas elas tinham uma coisa em comum: Eram quentes e fofas. As donas, claro!


Take Two
Eu sou viciado em pele quente. Adoro mexer-lhe, adoro senti-la, adoro enroscar-me nela. Na pele, claro! As donas dela vão variando, o que é uma pena, e quem busca sempre alcança disseram-me, mas o calor é sempre o mesmo. Felizmente que elas (as donas) não se importam que eu durma encostado nela (a pele) o que me permite ter umas noites senão muito descansadas, ao menos confortáveis de vez em quando.

E deixem-me confessar-vos que, mais do que o farrobodó que o antecede; eu sou fã mesmo é do calor de alma e corpo do depois.


Take Three
Um efeito secundário, ou colateral, como agora se diz, de me deixar convidar para casas alheias, é o de ver decorações diferentes.

Eu acho que a decoração de uma casa diz muito sobre quem lá vive. Já me aconteceu ter um mau pressentimento assim que entrei numa casa. Não tanto por causa do cabide cheio de chicotes e das manchas de sangue no chão, que não haviam nenhumas, mas pela decoração e (des)arrumação da casa. Era uma mistura confusa e desordenada de coisas, de vários passados misturados e não resolvidos.

Também já me aconteceu entrar e imediatamente sentir-me confortável. Sentir-me bem... Muito bem, mesmo. Disse-o à dona e acho que foi um erro porque ela deve ter achado que eu me queria mudar para lá e assim que pode, correu comigo, o que, confesso, foi uma pena porque a casa era mesmo gira.

Como escrevi no meu ultimo post para as Patroas ,não se pode ser sincero com uma mulher...

Take Four
Quando eu tiver uma casa quero ter uma decoração minimalista e despojada, na sala, assim estilo japonês, com espaço para circulação de pessoas e energias, brancos e negros, linhas rectas e uma parede com uma cor forte. Ao pé da maior janela meto uma chaise longue e/ou um sofá, dependendo do €spaço

No quarto quero uma cama de estrado ou um colchão alto. Vou seguir o conselho da minha filha de 6 anos que disse para eu comprar uma cama redonda com um dossel. (muito à frente, a pequena…) Provavelmente não será redonda, por ocupar muito espaço, mas o dossel , esse não me sai da cabeça.

Talvez em branco, estilo “Africa Minha” ou então em laranja, assim mais para o oriental. De qualquer modo agrada-me uma decoração quente, numa mistura de indiano e árabe, com tapetes de cores fortes, incenso e velas. Um puff e almofadas, um narguileh egípcio a um canto...

4.1.07

Egoista!

Estado emocional: Tranquilo e bem disposto, assim com uma pitadinha de humor


Amigos, companheiros, camaradas, pessoal em geral, leitores em particular e comentadores no concreto,

Tenho a anunciar-vos que, a partir de agora, daqui em diante e doravante, que é como quem diz para o futuro, neste ano e nos outros, eu, abaixo assinado, vou ser

UM GANDA EGOISTA!!!!

Mas um egoísta assim mesmo á cara podre!
Daqueles que vai comprar uma casa só para poder lá ter uma cama king size e um leitor de DVD e fazer lá festas sempre que lhe apetecer e convidar amigos para jantar e levar lá amigas para verem a colecção de selos e ter lá a filha durante um fim de semana inteiro.

Tão egoísta, tão egoísta, mas tão egoísta que também vou querer uma banheira para me poder lá meter e ficar de molho o tempo todo que me apetecer. Isto para não falar, meus caros, (Pasmem!) no egoismo que é ter um sitio MEU só meu, meu, meu para guardar os meus livros e CD e DVD e... Tudo!

Egoísta ao ponto de se borrifar para a vida dos outros e viver a minha, de só fazer o que me der na gana, de deitar fora os poucos paninhos quentes que ainda me restam.

Egoísta, finalmente ao ponto de só querer ter relações equilibradas, onde as duas partes invistam nela emoções e actos. Se assim não for… Azareco! Salto fora!
E para cumulo do egoismo, vejam bem... Vou querer estar até ME fartar com toda a gente que ME dá prazer.

E acredito que me vai fazer muito bem…
PS: Se souberem de T1 á venda em Oeiras, Paço de Arcos, Lisboa ou Loures, digam...

3.1.07

Principe Valente II


Uma hora ao telefone com a Amiga (não é difícil de ver quem é…) e lá estava ele preto no branco! O padrão, a fixação, a panka, o distúrbio emocional, a razão dos meus “casos”!

Decido escrever isto porque quanto mais penso nele, mas sentido faz, mas repetições desse padrão me aparecem ao longo da vida e também para o poder vir aqui ler sempre que quiser e tiver necessidade.

Pessoal, Amigos, Camaradas,

Eu quero ser o escolhido!

Eu explico: Ao longo da minha vida e tirando notáveis excepções, eu tenho a tendência para me envolver com mulheres que tenham casos/namoros/situações pendentes/pontas soltas com outros homens.

Porquê? Para entrar em disputa com eles e ser eu o escolhido.

Porquê? Porque tenho uma série de situações de ter sido preterido a favor de outros no início da minha adolescência e desde então tento repeti-las para as emendar. (basta lerem o “Patrícia” e o “Quem (não) tramou Roger Rabit” no Dabestof para verem isso.)

Porquê? Porque devo ter sentido em miúdo que não ter afecto da minha mãe se devia ao facto de ela dar atenção ao meu pai, com o qual tinha de competir. (Não havia afecto também entre eles, mas isso é outra história e de qualquer modo não sabia isso na altura)

Por tudo isso, não consigo resistir a uma moça com problemas relacionais, ou com um namorado/marido/gajo que não seja suficientemente bom (aos meus olhos, claro!) para ela. Quanto me deparo com uma rapariga assim, lá visto a minha roupinha de Príncipe Valente e ando por ai a tentar matar Dragões Inutilmente, porque elas continuam a ir para a cama com eles.

Gostam muito de mim, da minha companhia, sentem-se bem comigo porque sabem que eu estou ali sempre pronto para lhes colar os cacos em que ficam quando mais um cabrão as come à força toda e depois as cospe.

Porquê? Porque há um tipo de mulher que atrai gajos que só lhes vão fazer mal.

Porquê? Porque julgam que vão ser as Tais, as únicas, as que vão redimir o Cabrão. (nunca são…)

Porquê: Porque continuam dessa forma a tentar resolver uma relação com o pai delas. Não conseguem com o pai, tentam com outros.

Escrevi isto tudo de jacto e não sei se para vocês faz sentido ou não. Mas para mim faz e é isso que interessa!

Conclusões desta história toda:
1-Tenho claramente um padrão de comportamento que me é nocivo e que leva a relacionar-me com pessoas que não me fazem bem.
2 – Identificado o problema vamos ás soluções.
a) Evitar gajas com casos pendentes.
b) Evitar gajas que sejam imans de cabrões.
c) Cortar com todas as que conheço que estejam na categoria a) e b)
d) Tenho mais que fazer!

E pronto!
Sinto-me bem…

31.12.06

TITANIC


Take one
A escolha é sempre nossa.
Seja por uma vida ou seja por um dia, a escolha é nossa.
Podemos sempre optar por sermos algo positivo na vida dos outros ou não. Mesmo se for para satisfazer os nossos desejos mais “egoístas”, como afecto ou sexo, podemos sempre optar por faze-lo COM os outros e não usando os outros.

Take two
O que eu gosto deste filme é a mudança radical de vida que ocorre a todos os personagens (e não me estou a referir ao facto de alguns deles afogarem-se) num curto espaço de tempo. A menina bem condenada a viver uma “série interminável de festas” num casamento que não quis, muda de entidade e vida, o jovem magnata fica viúvo sem ter casado e o passageiro de terceira classe que ganhou o seu bilhete no poker, cumpre o seu destino: Despoletar a mudança.

Take Three
Este ano foi um ano de tremenda mudança.
Das coisas mais difíceis de fazer é assumir os fins. Nós somos educados a iniciar coisas, a desenvolve-las e a olhar para toda a realidade como algo de eterno e indestrutível. Por isso é que ligamos sempre os fins a actos mais ou menos violentos, a rupturas dolorosas e irreconciliáveis e consequentemente com facilidade passamos a olhar esse passado comum como um erro, uma perda de tempo, um parêntesis na nossa vida.
Eu gostei dos anos em que estive casado. Foram anos importantes e decisivos para a minha formação, para o meu crescimento como pessoa.
Mas senti que estava a chegar ao fim, que esta se arriscava a ser uma relação feita de hábitos adquiridos, como tantas outras que há por ai.
Mudei. E com isso mudámos e começámos a mudar.

Take Four

Eu acho que é importante agradecermos. É reconhecer-mos a alguém que apreciamos aquilo que fez por nós. Por isso, aqui vão os meus agradecimentos por este 2006

À Zuca, pelo passado, pelo futuro, pela amizade que me dás a honra de manter
À minha filha pelo amor incondicional e por ser muito gira!
Aos meus sogros e cunhada… Por tudo!
À minha mãe por voltar a sê-lo.

À Mónica, por me aturar, conhecer muito bem e ainda por cima gostar disso.
À Marisa Belo, por um ano de companhia quase diária.
À Sónia e à Guida, pelas morangoskas e tudo o mais.
À Vanda por ser Amiga.
Ao Tiago por ser sempre o Rei.
À Ana Felismina, tu sabes porquê.
Ao Pedro Reis por continuar sempre a ser um ninja.
À Aida e ao LM, porque vocês não estão lá, vocês são de lá!
Ao Hilário, companheiro de há 20 anos.
Ao Caroço, que depois de 10 anos viu o meu “outro lado”.
Ao pessoal da A21, que apesar do meu afastamento, continuam comigo.
À Maria João, pela companhia e partilha, mesmo em Sildávo.
À Rita, pelas relações publicas e pelas reportagens fotográficas.
À Anokas pela iniciativa.
Ao Vítor pela irmandade e pelo contraste.
À Niki, por ser tão boa patroa de blog.
À Didá que é má como as cobras e censura-me os textos.
Ao Jorge por ser um gajo porreiro, o que é raro hoje em dia.
Ao R-Team Are Us por não esquecerem o sócio fundador.
Ao Bando de Irmãos por o serem de facto.
Ao meu chefe que me deu um safanão, mas não me tirou o tapete.
Aos meus colegas que me aturam diariamente, o que nem sempre tem sido fácil.
À Ana Maria pelo sonho e pela realidade.
À Susana por todas as surpresas que estão na caixinha

A todos, mas mesmo a todos que falaram, estiveram, ou por aqui me leram, o meu muito sincero e sentido

Obrigado!

Bom 2007! E não se esqueçam: Laife iza movi! Oloais si gude moves!

PS. Parker Lewis actualizado
PPS : Da Best off actualizado

20.12.06

BLOG JOB


Citizen Zuko, acaba de ganhar duas categorias dos melhores Blog Jobs (for the boys) de 2006. Vejam tudo aqui : http://shakermaker.blogs.sapo.pt/


(Zuko, emocionado, sobe ao palco com o Blog Job na mão)
Obrigado... Obrigado...
Quero agradecer á minha mãe porque é ela que me paga a internet para eu continuar por ai a melgar-vos com os meus comentários.
Quero agradecer tambem a todos os 45745 bloggers que não apagaram os meus comentários, nem sempre inoportunos, é verdade, mas faz-se o que se pode e a mais não se é obrigado. Mas devia!
Quero finalmente agradecer aos Mr Shaker e Mr Maker por me terem atribuido dois prémios, o que confirma o mal que me querem, só descansando quando virem este blogs morto e formatado. Mas não verão!

A todos o meu bem haja.

14.12.06

Natal e calendários


Não sou o único a achar que está toda a gente cheia de trabalho, pois não? Mas assim mesmo muito trabalho, daquele que até faz mudar o cheiro às camisas e não deixar um gajo actualizar os blogs em paz? Daquele que não apetece mesmo nada fazer e que põe os chefes histéricos quando não é feito, mesmo que não o tenham dado para fazer?

Pois...

Bem me parecia...

O Natal não devia ser nesta altura!

É que é uma conjuntura brutal! Reparem: Filhoses, jantares e compras por um lado; fecho de ano, relatórios e vendas de última hora, por outro; reveillons, passas e cuecas azuis por outro.

Ninguém aguenta!

Se ao menos o Natal fosse como antigamente, há muitos, muitos anos, eras tu uma criança, no dia 6 de Janeiro, antes do Gregório XXCVIII se lembrar que havia dias a mais e alterar esta coisa toda, ao menos tantos não tinham tanto que fazer em tão pouco tempo (E pronto! Bati o recorde mundial de citações ocultas e adaptadas por parágrafo)

Por outro lado quem é que se lembrou em ter o final do ano nesta altura, assim no meio do nada? Não fazia mais sentido ter o final do ano aí por Outubro, depois das férias e no início das aulas? Não é aí que sentimos que o ano começa? Assim que chegamos bronzeados de Benidorm ou Cancun (em tempos de austeridade fica mal dizer que se esteve nas Seychelles...) e rasgamos o número de telefone do nosso amor para todo o sempre que encontrámos no lobby do hotel, faz hoje 15 dias, mesmo a seguir a irmos ao Continente comprar os lápis e afias para os miúdos?

Raios partam os Romanos que alteraram esta coisa toda! Só uma mente completamente mafiosa como a do Senado para dizer que SETEmbro passava a ser o nono mês do ano e não sétimo, e assim sucessivamente para dar mais dois meses de mandato a um Cônsul para poder chegar a tempo à Hispania e assim esmagar uma revolta. Aí está um exemplo de como a Burocracia e o Direito dominam o tempo, atmosférico e o outro, e que venham lá os Al Gores dizer o contrário!

Alem disso, o Natal ficava muito melhor em Maio ou Abril, que assim sempre se podia curtir uma de pastor e ficar ao relento a ver as estrelas, ou passear à noite junto ao rio com mirra, ouro e incenso a dizer não “Omm Shanti!”, mas sim “Aura Mazda!” que os Magos eram persas. (Já agora, alguém sabe o que é mirra?)

Vou pensar neste tema e voltar a ele lá para Fevereiro, quando achar que não está com nada andar à chuva de bikini no meio da rua, a dançar o samba. Mas não fazia mais sentido o Carnaval ser em Agosto???

Olhem... Vou adoptar o Calendário Maia e lixar-me para isto tudo!

Cancun aí vou eu!

13.12.06

As tampas


Eu acho que apanhar uma tampa é uma coisa muito útil!

Uma tampa receber-se por haver um desajuste entre o que nós sentimos e o que a outra pessoa sente. Basicamente investiu-se na pessoa errada ou ela não nos vê como um namorado credível.

Quando isto acontece há duas hipóteses: ou os nossos sonhos são importantes para nós e ai não fazemos nada e continuamos a viver na ilusão de que um dia o objecto do nosso afecto vai olhar para nós de outra forma (Esquece! Nunca vai acontecer!) ou... Vai-se lá e abrimos o jogo!

Abrir o jogo (vulgo: Fazer uma declaração.) é o meio mais seguro para se levar uma tampa. No caso dos homens, sempre que eles abrem o jogo, matam instantaneamente as eventuais borboletas que voam na barriguita da moça. É que as mulheres dizem que adoooooram declarações muito românticas, mas isso é só para depois puderem dar um Xuto no homem. (Do leme, eventualmente...) Eu cá, em todas as declarações que fiz, apanhei com uma tampa, o que confirma a regra. Também já dei umas tampas, mas sem declaração, o que é normal, uma vez que as mulheres nunca se declaram.

E porque é que alguém há-de querer levar com uma tampa?

Para ter um choque com a realidade, que estilhasse os filmes cor de rosa ou francamente porno que fizemos na nossa cabeça. É que sem esse choque corre-se o risco das coisas se tornarem em obsessão, o que não é de todo aconselhável, uma vez que há mais peixes no mar e lá por termos partido a linha com um, não quer dizer que aconteça com outro. Só depois disso é que podemos fechar o dossier, arquivá-lo e seguir para outra.

Literalmente...

9.12.06

Its a Wonderfull Life



Conhecem aquela história do Dickens, em que um fantasma mostra a Scrooge o natal do passado, do futuro e do presente?

Em menos de 24 horas tive em dois jantares com dois grupos diferentes de amigos. Um era o jantar do presente, o outro era o jantar do passado.

Num o pretexto foi o meu aniversário (em Agosto…) comemorado agora por falta de condições na altura, no outro era um tradicional jantar de natal, de pessoas que partilham ou partilharam do gosto por um hobby.

Enquanto que num dos jantares os tempos verbais eram o presente e o futuro, falando-se de relações e seduções, sendo também a sedução uma forma de apresentar futuros; no outro recordavam-se aventuras passadas, mundos salvos e campanhas vividas.

No meu aniversário, eu era o mais velho da mesa com os meus 200 anos, como dizia a Anne Marie. No dia seguinte, eu era um dos mais novos, parte de uma geração de miúdos promissores, como em tempos os veteranos nos viram (e ainda vêem…)

Foi giro encontrar algumas pessoas que já não via há 5 ou 6 anos. Não que tivéssemos posto a conversa em dia, porque ela nunca saiu para o nível pessoal, ficando sempre centrada no nosso hobby, ao longo destes anos todos (e já lá vão 25 ou 26…) Há outras com as quis mantenho uma relação mais próxima, mas mesmo assim, muito formal, muito british, num mundo onde os sentimentos não existem.

Foi giro ver o quanto mudei e como aquele já não era o meu lugar, já não era o meu mundo.

Foi também giro ver a facilidade com que coisas fundamentais para nós numa época da nossa vida durante períodos significativos de tempo, podem deixar de fazer sentido.

Suponho que o que reste, ou que depois nasça, seja o que vale mesmo a pena.

Porque a Alma, essa, claramente não é pequena!

3.12.06

Lucky Luke


Take Unico
Um dia destes, no MSN
Amiga Diz - tu és muito rápido
Amiga Diz - és mais rápido do que a tua sombra

Zuco Diz - Sou o Luky Luke... Tenho sorte e sou rápido. Tenho Rantanplas
e os meus Dalton que persigo sem fim
Amiga Diz - e o teu cavalo?
Zuco Diz - e termino sempre só, cavalgando em direcção do por do sol
Amiga Diz - jolly jumper?.... ou era outro
Zuco Diz - É o Bogas...
Amiga Diz - não terminas nada só. Já reparaste que na tua vida de adulto devem ser mais as vezes que estiveste acompanhado do que só?
Zuco Diz - Eu SOU Lucky Luke!
Zuco Diz - Nunca tinha pensado nisso....
Amiga Diz - não és um solitário
Amiga Diz - estás em mudança
Zuco Diz - Sim, mas tenho a tendência de viver em episódios, em álbuns.
Zuco Diz - Novas personagens, novas situações, um foi condutor,
Zuco Diz - mas cada episódio é um episódio. Com principio meio e fim. Não vivo num romance enorme, mas em álbuns de BD, que foram a minha primeira leitura e visão do mundo para alem da minha casa. Ainda não sabia ler e já via histórias de BD. Isso deve ter moldado a minha forma de ver o mundo. Só pode…
Zuco Diz - Nunca tinha pensado nisto...


Parker Lewis actualisado.

30.11.06

O Predador


Take One
Algures, há muitos anos... Ou talvez não!
- Não Zuco. Tu és meu amigo. Os namorados passam, mas os amigos ficam... –
Com esta frase ela expôs cruamente o meu problema com as mulheres: Eu era amigo delas!

Podiam falar comigo que eu ouvia, podiam jantar fora que eu puxava-lhes sempre a cadeira, podiam ir ao cinema comigo que era sempre interessante, mas mais nada... Porquê? Porque eu era o AMIGO e não se vai para a cama com o amigo (pelo menos não se ia...)

Take Two
Por ai e por aqui
Várias vezes fiz Reset á minha vida. Saia de um circulo social e ia para outro. De cada vez que fazia isso eu era uma versão diferente de mim. Não repetia o mesmo com outras pessoas. Era mesmo outro com pessoas diferentes. Era uma metamorfose.

Como um actor, ia buscar em mim sentimentos e atitudes que completava com modelos exteriores. A inquietação calada de um James Dean, o sorriso trocista de um Bruce Willis, o discurso louco de um Edie Murphy, enfim tudo o que fosse necessário para indiciar uma alma atormentada e sensível por debaixo de uma aparente alegria trocista, como quem dizia: “ – Tu não és gaja para mim..”

Take Three
Talvez num futuro workshop
Uma das coisas básicas que qualquer homem que ande á caça tem de perceber rapidamente é que são elas de decidem tudo. O máximo que um tipo pode fazer é tornar-se na coisa mais interessante que ela tenha para fazer, vestida ou não. (de preferencia não vestida!)

Como? Simples: Pelo aspecto, pela conversa, e por ostensivamente ignorá-la.

Outra coisa básica é que no fundo isto é tudo uma questão de estatística e de técnica: Basta dizer e fazer o correcto a uma quantidade significativa de senhoras e acabaremos inevitavelmente na cama de alguma.

Quantas vezes, dependerá de quão bons formos neste jogo. Porque tudo isto é um jogo, que é jogado a dois. Um xadrez com as suas aberturas, desenvolvimentos, e finais.

Foram poucas as meninas que não foram analisadas, medidas, observadas, testadas e classificadas em Potenciais, Alvos, Prováveis ou Terminais. Colegas de curso ou de trabalho, amigas de copos, irmãs de amigos, amigas de amigas, todas foram observadas, consideradas e, se tivessem potencial, contactadas.

Cheguei ao ponto de roubar namoradas, o que é extremamente fácil, já que a maior parte dos namorados são broncos e desleixam a relação ao final de algum tempo.

Take Four
Hoje a pensar em ontem
Tinha sucesso? Algum... Hoje acho que menos do que pensava na altura. É que o sucesso de algo só pode ser medido em relação ao objectivo e o meu objectivo verdadeiro, apesar de escondido de mim próprio, era encontrar Amor, mas só obtinha sexo... Tinha-me tornado bom a seduzir, mas não conseguia, não sabia, manter uma relação. De certo modo estava prisioneiro da minha própria armadilha....

Take Five
Ontem a pensar em hoje
Não era suposto estar por aqui desfeito em lágrimas, de coração desfeito? Mas não estou. Não deu, não deu... Há mais.

MENTAL NOTE: Siga para bingo!

26.11.06

As Pontes de Madison County


Tu estás livre e eu estou livre
E há uma noite para passar
Porque não vamos unidos?
Porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos?

Tu estás só e eu mais só estou
Que tu tens o meu olhar.
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mão deserta.

Vem, que o amor não é o tempo
Nem é o tempo que o faz.
Vem, que o amor é o momento
Em que eu me dou, em que te dás.

Tu, que buscas companhia
E eu, que busco quem quiser.
Ser o fim desta energia,
Ser um corpo de prazer,
Ser o fim de mais um dia.

Tu, que continuas à espera
Do melhor que já não vem
Que a esperança foi encontrada
Antes de ti por alguém
E eu sou melhor que nada...

Vem, que o amor não é o tempo
Nem é o tempo que o faz.
Vem, que o amor é o momento
Em que eu me dou, em que te dás...

Mental Note: Antonio Variações. Um grande Senhor. Um Mestre! Nunca me esquecerei...

21.11.06

Daredevil


Manual do Blind Dater

Como os blind dates estão não só na moda, como acho que cada vez mais são um meio importante para alargar o nosso círculo social e dado que nos últimos meses tenho tido montes de blind dates, o que se calhar já me dá alguma experiência, e como é uma coisa que ainda causa algum receio a muito boa e bonita gente, resolvi passar para aqui alguma dessas experiências. Porque é uma actividade gira e até recomendável diria eu....
Serial killers ou roubos de rins são claramente mitos urbanos. A maior parte das pessoas é de bom carácter. Eventualmente carente, é certo, mas de bom carácter.

1 – A Fonte
A fonte é o meio através do qual encontrámos essa pessoa. Pode ser por recomendação de um amigo, pode ser um blog, pode ser um site de encontros, ou “social” como o Hi5. No fundo o meio não é muito importante. Cada um tem o seu mérito e as suas vantagens (num blog conhecemos a pessoa por dentro, no Hi5 vemos o seu aspecto) Normalmente há um período mais ou menos longo de troca de mail/msn no qual as duas pessoas se calibram, ou como quem diz: encontram pontos de contacto. Esta fase sai um bocado do âmbito deste manual por isso vamos saltar directamente para o primeiro encontro ao vivo.

2 – Local
Escolham sempre um local público! Nunca sabem quem é que vão encontrar, nem o que pretende. Um café ou um restaurante são boas hipóteses, desde que seja relativamente sossegado (vocês querem ouvir a outra pessoa, certo?) e que um de vocês conheça o local. Um primeiro encontro não é definitivamente a situação ideal para experimentar restaurantes novos, onde nenhum dos dois foi antes. Se as coisas não correrem bem isso vai reflectir-se em quem escolheu o local. Dito isto... já me aconteceu ter um primeiro encontro a fazer um jantar mexicano na cozinha da outra pessoa, por isso vale tudo, desde que haja confiança.

3 – Tempo
Vão com tempo. Não marquem só UMA hora (mas uma hora mesmo!) para o encontro. Ás vezes tem muito boas surpresas e é bom não ter grandes urgências ou pudins ao lume. Se as coisas ficarem constrangedoras podemos sempre sair a qualquer altura...

4 – Telefones
Antes do encontro troquem de números de telefone. Parecendo que não... Facilita! A menos que queiram fazer as coisas há antiga e digam como é que cada um vai vestido e procurem-se, o que é muito giro e dá logo um assunto de conversa.

5 – Intenções e expectativas
Expectativas não devem ser nenhumas. Eu antes de ir a um encontro costumo dizer á outra pessoa que aquele encontro não obriga a nada, não significa nada e não tem de ter obrigatoriamente sequência, para baixar o nível de expectativas de ambos. Qualquer outra intenção que não seja a de ter um almoço/lanche/passeio divertido estão completamente fora de contexto.

6 – Quebra-gelo
Depois da primeira troca de cumprimentos devem começar imediatamente a falar. Nem que seja acerca do sitio onde estão. Um silêncio nesta altura é incomodativo e pode matar tudo logo á nascença.

7 – Primeiras impressões
Acreditem nas vossas primeiras impressões. Eu já tive situações em que soube, nos 5 primeiros minutos, se iria haver ou não segundo encontro. Não se esqueçam que o hábito foi escolhido pelo monge, que o corpo fala mais do que a voz (especialmente no caso das mulheres...) e que os olhos em especial e a cara em particular, dizem mais acerca da pessoa do que ela gostaria. Finalmente reparem nas mãos. Onde é que elas estão? Nervosamente recolhidas? Em cima da mesa, em tensão? A tapar a boca ou a esconder a cara? Tudo isso nos diz algo acerca da pessoa e do seu estado emocional no momento. Mas nunca deixem de estar atentos ás boas surpresas. Ás vezes, donde menos se espera, vem um gosto semelhante, um amigo comum, algo que só por si faz valer a ocasião.

8 – Façam valer a pena.
Mesmo que já saibam que aquela pessoa não é o vosso príncipe/princesa encantado, façam um favor a vocês próprios: Passem um tempo agradável a descobrir uma pessoa e a treinar as vossas competências sociais. Quanto mais pessoas encontrarem, mais á vontade estarão quando o tal príncipe/princesa aparecer e eles andam por ai... Contem histórias giras da vossa vida, sejam sensíveis ao que vos disserem, riam do que acharem piada, perguntem o que não entendam, mas principalmente digam “não” ao que acharem que devem dizer. O melhor favor que podem fazer a toda a gente é serem vocês próprios e não se esforçarem demasiado por agradar.

9 – Falem!
Se há coisas que me irrita no MSN é um LOL ou um :) singelo como resposta! Depois disso o que é que se pode dizer a uma pessoa que ainda mal se conhece?
O mesmo acontece na vida real, quando uma pessoa se remete ao silêncio ou só faz perguntas. Ninguém gosta de estar num interrogatório, nem de se sentir que está ali a ser examinado. Quando responderem a uma pergunta digam mais alguma coisa para alem do “Sim” ou do “Não”. Alimentem o diálogo, por muito tímidos que sejam. Uma simples frase é o suficiente.

10 – E Depois?
Sejam fiéis a vocês próprios. Se acham que não se devem encontrar mais com essa pessoa, então não se encontrem. Se querem voltar a vê-la façam por isso, não fiquem é espera que ela vos ligue. Se não ligar ou se tiver sempre outras coisas por fazer é porque não se quer encontrar... O que não quer dizer que vocês sejam um traste ou um trapo velho e sem uso, mas tão simplesmente que com aquela pessoa não deu para criar uma qualquer relação, o que é perfeitamente normal. Há sempre algo de positivo a retirar de um blind date. No mínimo podemos conhecer um sítio novo ou ficar com o prazer de termos ousado. No máximo? Bem no máximo o céu é o limite... ou não!

11 – Cuidados
Não digam exactamente a vossa morada num primeiro encontro, pelo menos logo no início. Digam a cidade ou o bairro, mas não a rua e número da porta.
Digam a alguém da vossa confiança onde vão estar e com quem (mesmo se só souberem o nick)
E se acharem que devem ir acompanhados... Não vão de todo!

Posto isto... Alguém quer ir tomar um café?

PS: O Daredevil é cego... (blind)

19.11.06

Dejá Vu


È giro que num meio eminentemente anónimo como é a blogosfera, sempre que esse anonimato se quebra a reacção é a mesma: Cumplicidade.

Há um ano e meio atrás comecei a ligar caras a nicks. Nessa altura, as pessoas que conheci em carne e osso, já as lia há algum tempo e por isso conheci-as de dentro para fora. Já sabia do que falavam, do que gostavam ou não, do que esperavam. Era como se só me faltasse um aspecto físico para compor aquela pessoa que já conhecia.

Ontem foi igual mas diferente

Foi igual por termos todos um ponto em comum, os blogs. Foi diferente porque desta vez não tinha lido ninguém, tirando a Niki e o Vítor. Por isso foi mais blind este date colectivo. Mas não menos previsível, no sentido de saber, ainda antes de lá entrar que seria divertido.

Não posso deixar de fazer um paralelo entre o jantar de ontem e os P.U.T.A de um ano e meio. Tudo o que passei com eles, tudo o que eles foram e são para mim e também tudo começado num simples jantar de blogs.

Dai a sensação de dejá vu. Mas um dejá vu positivo, como quem diz: “Yess! Vai recomeçar tudo de novo. Fixe.”

Pessoal da Armada, vocês estão lá!

Até amanhã!


PS: Este até amanhã destina-se a todos os que forem ao concerto desse grande talento da rádio TV e disco que dá pelo nome de José Cid.
“… Se o macaco gosta de banana, eu gosto de ti…”


Parker Lewis actualizado.

16.11.06

O Sexo e a Ansiedade



Desavergonhado como sou, fiz-me convidado para o blog destas 4 senhoras. De vez em quando, sempre que me apetecer e elas deixarem ( que lá quem manda são as meninas) publicarei um artigo meu no SEXO E A ANSIEDADE.

Quase sempre acerca dos SEXOS

Eventualmente sem grandes ANSIEDADES...

Começo amanhã!

PS: Antes que perguntem eu não sou o gajo do chapéu! Sou o tipo que está a beber atrás da Samantha!

PPS: É provável que este não seja o único projecto em que me meta... ;-)

12.11.06

Não me tem apetecido...

Não me tem apetecido escrever aqui.
Não que esteja mal, mas talvez por estar bem. Já não sei quem é que
é tinha a teoria de que passar muito tempo no mundo virtual é sinal de que a vida real não é lá muito interessante. Não faço a minima ideia se é verdade ou não, mas não estou a sentir nem vontade de aqui escrever, nem de vos ler, confesso...
Tenho escrito noutros lados, em forums e em grupos acerca de assuntos especificos, mas falta-me a motivação para escrever no Citizen... É como se não fizesse sentido.

Digamos que estou em
INTERVALO
Entretanto...
Recomecei! :-)

Parker Lewis actualizado